O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado e já passou por uma cirurgia no ombro direito nesta sexta-feira (01), no hospital DF Star, em Brasília, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O procedimento ocorreu enquanto ele cumpre prisão domiciliar humanitária desde o fim de março. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, por meio de nota publicada nas redes sociais, que o ex-presidente já passou pelo procedimento.

Em outro story, ela também pediu orações e apoio aos seguidores durante o período de recuperação.

Procedimento concluído após internação
Como informou o UOL, a internação foi realizada para tratar uma lesão no manguito rotador do ombro direito, condição que exigiu intervenção cirúrgica após falha de tratamentos anteriores.
A autorização foi concedida pelo STF com base em laudos médicos e após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.
Antes da cirurgia, foram realizados exames preparatórios para garantir a segurança do procedimento, que envolveu planejamento médico detalhado devido ao quadro clínico apresentado.
Condição clínica exigiu intervenção
De acordo com a BBC, relatórios médicos apontaram dores persistentes no ombro direito, tanto em repouso quanto durante movimentos, além de limitação funcional significativa. O quadro não apresentou melhora satisfatória com fisioterapia, o que levou à indicação cirúrgica.
A lesão envolve o manguito rotador, conjunto de músculos e tendões responsável pela estabilidade e mobilidade do ombro.
Quando comprometida, essa estrutura pode causar dor contínua, fraqueza e dificuldade para realizar atividades do dia a dia.
Especialistas explicam que a cirurgia tem como objetivo reparar os tendões lesionados, fixando-os novamente ao osso para restaurar a função da articulação.
O procedimento é indicado principalmente em casos mais graves ou quando não há resposta ao tratamento conservador.
Técnica utilizada e detalhes da operação
Segundo o Poder360, a cirurgia foi realizada por técnica artroscópica, considerada minimamente invasiva. O método utiliza pequenas incisões para inserção de câmera e instrumentos cirúrgicos, permitindo acesso à articulação com menor impacto inicial ao paciente.
A operação envolve etapas como a visualização interna do ombro, identificação das lesões e fixação dos tendões com dispositivos específicos.
O procedimento foi feito sob anestesia geral e integra um plano mais amplo de tratamento autorizado pela Justiça.
Laudos médicos indicavam dores intensas, especialmente no período noturno, além de incapacidade funcional relevante, fatores que sustentaram a necessidade da intervenção cirúrgica.
Histórico de saúde recente
Bolsonaro acumula um histórico de cirurgias desde o atentado sofrido em 2018, durante a campanha eleitoral. Ao todo, já foram realizados 14 procedimentos, a maioria relacionada a complicações decorrentes daquele episódio.
Nos últimos meses, o ex-presidente também apresentou quadro de broncopneumonia bilateral e episódios de soluço crônico, condições consideradas na decisão do STF que concedeu a prisão domiciliar humanitária.
O benefício tem duração inicial de 90 dias e prevê acompanhamento contínuo, com envio de relatórios médicos periódicos às autoridades judiciais.
Recuperação e acompanhamento médico
Após a cirurgia, a defesa deverá apresentar um relatório médico detalhado ao STF em até 48 horas, com informações sobre o procedimento e as condições iniciais de recuperação.
O pós-operatório envolve restrição de movimentos, com possível uso de tipoia nas primeiras semanas, seguido por fisioterapia para reabilitação da articulação. A recuperação completa pode se estender por meses, dependendo da evolução clínica.
Durante a internação, Bolsonaro permanece sob monitoramento e com restrições de visitas, conforme determinação judicial.
A ex-primeira-dama está autorizada a acompanhá-lo ao longo do processo hospitalar e nas etapas iniciais da recuperação.

