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Economia

Briefing: Desenrola ampliado, ajuste fiscal e tensões externas marcam agenda econômica

Governo aposta em crédito e renegociação de dívidas para impulsionar apoio

Briefing: Desenrola ampliado, ajuste fiscal e tensões externas marcam agenda econômica

A agenda econômica brasileira desta semana é marcada por uma combinação de medidas de estímulo ao crédito, debates fiscais e incertezas políticas e externas. O principal destaque é o lançamento da nova versão do programa Desenrola pelo presidente Lula, com o objetivo de ampliar a renegociação de dívidas e alcançar até 100 milhões de brasileiros.

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A iniciativa agora inclui estudantes, pequenos empreendedores e produtores rurais, além de focar a população com renda de até cinco salários mínimos, faixa em que o governo enfrenta maior desaprovação, segundo pesquisas recentes (O Globo). A medida é vista como um movimento relevante em um contexto pré-eleitoral.

No mesmo pacote, o governo promoveu mudanças no crédito consignado, reduzindo o limite de comprometimento da renda de aposentados e servidores públicos e extinguindo o cartão de crédito consignado. Em contrapartida, ampliou os prazos de pagamento das operações. A intenção é reduzir o risco de superendividamento sem restringir o acesso ao crédito (Estadão).

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a estratégia econômica e negou excesso de estímulos fiscais. Segundo ele, políticas públicas como o Desenrola e subsídios setoriais são instrumentos necessários para corrigir distorções e não explicam, isoladamente, o patamar elevado dos juros no país (Folha de S.Paulo).

Ao mesmo tempo, o ministro demonstrou preocupação com o avanço da agenda econômica no Congresso, alertando para o risco de aprovação de medidas que ampliem gastos públicos, as chamadas “pautas-bomba”, em meio a tensões políticas envolvendo indicações ao Supremo Tribunal Federal (Valor Econômico).

Imposto Seletivo

No campo tributário, o governo avança na regulamentação do Imposto Seletivo, previsto na reforma tributária. O tributo, apelidado de “imposto do pecado”, deve incidir sobre produtos como bebidas alcoólicas, cigarros e itens açucarados, com o objetivo de elevar a arrecadação e desestimular o consumo, embora haja questionamentos sobre sua eficácia (Valor Econômico).

6X1

Outras frentes também pressionam o ambiente econômico. Entidades empresariais intensificam a mobilização contra o fim da escala de trabalho 6×1, argumentando que a mudança pode elevar custos e afetar o mercado de trabalho (Folha de S.Paulo). No setor financeiro, investigações sobre operações suspeitas no Banco Master levantam preocupações sobre governança e fiscalização (O Globo).