A Embraer iniciou 2026 com números inéditos para o período entre janeiro e março. A fabricante brasileira somou US$ 1,4 bilhão em receita no trimestre, maior marca já registrada pela empresa em um começo de ano. O valor representa crescimento de 31% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Segundo a própria empresa, o avanço foi puxado principalmente pelas áreas de Defesa & Segurança e Aviação Comercial. A companhia também ampliou entregas de aeronaves, elevou investimentos e bateu novo recorde em sua carteira de pedidos.
Os dados colocam a empresa em posição favorável no início do ano, período que costuma ser mais moderado para o setor aeroespacial.
Receita maior e melhora operacional
Além da expansão no faturamento, a Embraer informou EBIT ajustado de US$ 94 milhões, com margem de 6,5%. No primeiro trimestre do ano passado, o índice havia sido de 5,6%.
O lucro líquido ajustado ficou em US$ 27,7 milhões. Já o lucro líquido atribuível aos acionistas alcançou US$ 33,4 milhões, com ganho por ação de US$ 0,1856.
Na frente de investimentos, a empresa aplicou US$ 98,8 milhões no trimestre, acima dos US$ 88,2 milhões registrados no mesmo período de 2025. Somados os aportes feitos na Eve, o total chegou a US$ 148,6 milhões. O movimento indica continuidade dos projetos industriais e tecnológicos em andamento.
Defesa e aviação comercial lideraram crescimento
A divisão de Defesa & Segurança teve receita de US$ 227 milhões no trimestre, avanço de 63% na comparação anual.
O resultado foi favorecido pelo andamento do programa KC-390, ligado à carteira de clientes e ao estágio de produção, além do aumento no ritmo de fabricação do A-29 Super Tucano.
Na Aviação Comercial, a receita somou US$ 293 milhões, alta de 45%. O desempenho ocorreu com maior volume de entregas e melhores preços. Essas duas áreas foram decisivas para o recorde registrado pela companhia no período.
Executiva, serviços e entregas em alta
A Aviação Executiva registrou US$ 418 milhões em receita, crescimento de 30% frente ao primeiro trimestre de 2025, beneficiada por maior volume e mix de produtos.
Já a unidade de Serviços & Suporte faturou US$ 490 milhões, avanço de 15%, com aumento de demanda em diferentes segmentos, especialmente na área de Defesa.
A Embraer também entregou 44 aeronaves entre janeiro e março, alta de 47% em relação às 30 unidades entregues no mesmo período do ano passado.
Carteira de pedidos renova recorde
Outro destaque do trimestre foi a carteira de pedidos da fabricante, que alcançou US$ 32,1 bilhões.
O valor representa crescimento de 22% na comparação anual e marca o sexto recorde consecutivo da companhia nesse indicador.
Com mais entregas, encomendas robustas e crescimento em diferentes unidades de negócio, a empresa começa 2026 com indicadores positivos para os próximos meses.
O desempenho também tende a ser acompanhado de perto por investidores e fornecedores, já que os números iniciais costumam servir como referência para projeções do restante do ano. Para a indústria brasileira, o resultado amplia a atenção sobre capacidade produtiva, exportações e geração de empregos qualificados no setor.

