O rendimento médio mensal real domiciliar per capita alcançou R$ 2.264 em 2025, um recorde registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Isso representa um aumento de 6,9% no rendimento dos brasileiros em relação a 2024 e de 18,9% frente a 2019. De acordo com a pesquisa, 75,1% do rendimento médio mensal do brasileiro é proveniente do trabalho e somente 24,9% das chamadas “outras fontes”.
O cálculo do IBGE apura os valores de todos os rendimentos recebidos pelos integrantes das famílias e divide pelo número de moradores do domicílio. Entram na conta salários, bônus, bem como aposentadoria e pensão (16,4%), programas sociais do governo (3,5%), aluguel e arrendamento (2,1%), pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (0,9%) e outros rendimentos (2,0%).
As regiões Nordeste e Norte apresentaram os menores valores de rendimento médio domiciliar per capita — R$ 1.470 e R$ 1.558, respectivamente —, um valor bem abaixo daqueles registrados nas demais regiões: R$ 2.734, na Região Sul, R$ 2.712, na Centro-Oeste, e R$ 2.669, na Sudeste.
Entre 2024 e 2025, a Região Centro-Oeste (11,3%) se destacou pelo crescimento do rendimento médio domiciliar per capita, ao passo que a Região Sul apresentou a menor variação (4,9%).
Já em relação às unidades da federação, o Distrito Federal foi a que teve maior rendimento per capita, de R$ 4.401. Em contrapartida, o Maranhão registrou o pior de todos, R$ 1.231. Além do DF, somente cinco estados tiveram rendas per capita acima da média nacional:
- São Paulo — R$ 2.862
- Rio Grande do Sul — R$ 2.772
- Santa Catarina — R$ 2.752
- Rio de Janeiro — R$ 2.732
- Paraná — R$ 2.687
Ceará (R$ 1.379) e Acre (R$ 1.372) acompanham o Maranhão nas piores posições.
Brasileiros com Bolsa Família
Os brasileiros que recebiam benefícios do Bolsa Família em 2025 registraram renda per capita mensal 30% menor do que aqueles que não faziam parte do programa social. Esse grupo registrou uma média nacional de R$ 774 por mês.
Considerando o rendimento domiciliar per capita, em 2025, os 10% da população com os maiores rendimentos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% com os menores rendimentos.
Vale destacar ainda que o décimo da população com maior rendimento domiciliar per capita detinha, em 2025, 40,3% do total da massa de rendimentos domiciliares, enquanto 70% da população registrou os menores rendimentos da série do IBGE.
Rendimento médio da população
O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente com rendimento no Brasil alcançou R$ 3.367 em 2025. O valor é 5,4% superior ao registrado em 2024.
Quase 70% dos brasileiros tinham algum tipo de rendimento no país, o maior nível da série histórica da pesquisa e equivalente a 143,0 milhões de pessoas.
Já o rendimento médio habitualmente recebido de todos os trabalhos, em 2025, foi de R$ 3.560 por mês.

