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Justiça

Advogado de Ciro Nogueira, Kakay, anuncia saída do caso Master

O escritório enviou uma nota à imprensa nesta segunda-feira (11)

Advogado de Ciro Nogueira, Kakay, anuncia saída do caso Master

advogado criminalista da defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, não representa mais o parlamentar no caso Master.

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O escritório de advocacia Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados divulgou a informação à imprensa nesta segunda-feira (11), indicando que a saída foi realizada em comum acordo. No entanto, não fica claro se Kakay deve representá-lo em outros casos.

Veja a nota:

“O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o Senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso.”

Mais tarde ainda nesta segunda, o escritório de Kakay complementou a nota:

“A respeito dos reiterados questionamentos sobre os motivos de nossa renúncia no caso do senador Ciro Nogueira, reafirmamos não poder explicitar maiores detalhes, por uma questão ética e em razão do dever de sigilo, que deve orientar sempre a relação advogado e cliente.”

Na última quinta-feira (07), a Operação Compliance Zero marcou o senado Ciro Nogueira como alvo da Polícia Federal (PF).

O despacho enviado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirma que o parlamentar estava relacionado com o ex-dono do grupo financeiro, Daniel Vorcaro, e era bancado por ele em troca de apoio ao Banco Master em Brasília.

O que já disse a defesa de Ciro?

Em entrevista à TMC na última semana, Kakay disse que a operação de busca e apreensão contra o parlamentar causou “perplexidade” e classificou os fundamentos utilizados na decisão como insuficientes.

Para a defesa, como já havia alegado em nota, a medida se baseia apenas em elementos obtidos em celulares de terceiros e não apresenta provas diretas contra ele.

O despacho de Mendonça que determinou a busca e apreensão menciona um diálogo entre Vorcaro e um assessor que deixaria a relação entre o banqueiro e parlamentar clara.

O Brasilianista mostrou ainda que Nogueira recebeu mesada de Vorcaro pelo menos desde 2021. O valor começou em R$ 300 mil, mas aumentou para R$ 500 mil em 2023.

O então advogado de Ciro mencionou que não havia hipótese alguma de ter sido feito pagamento de mesada.

Ainda assim, ele confirmou a relação comercial entre empresas ligadas à família de Ciro Nogueira e o grupo investigado, porém reforçou que o parlamentar não possui participação nelas.

Nota de defesa

Ainda na última quinta-feira (07), a defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) declarou em nota que repudia qualquer associação ilícita sobre suas condutas.

Veja a nota na íntegra:

A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.

Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.

Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, declarou a defesa, em nota obtida pelo O Brasilianista.

Delações no Brasil “mentem, omitem e protegem”, disse Kakay

ex-CEO do Banco Master segue preso e encaminhou na última segunda-feira (05), à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), os anexos da delação premiada em que cita os supostos envolvidos na fraude bilionária do grupo financeiro.

Ainda que os nomes citados pela delação ainda devem ser investigados, até o momento, são 23 nomes cotados para este documento, entre políticos, ministros do STF e familiares e grandes nomes do sistema financeiro. Ciro Nogueira está entre os nomes cotados para aparecer.

Sobre este tema, o ex-advogado de Ciro Nogueira comentou na entrevista à TMC que “as delações, da forma como estão sendo levadas no Brasil, deveriam ser simplesmente deixadas de existir”, afirmando que delatores “mentem, omitem e protegem”.

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