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Justiça

Cláudio Castro é o 7º governador do RJ a ser investigado

Endereços de Castro foram alvo de busca e apreensão pela PF, por ordem de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

Cláudio Castro é o 7º governador do RJ a ser investigado

A operação deflgrada nesta sexta-feira (15) pela Polícia Federal (PF) incluiu Cláudio Castro no rol de ex-governadores do Rio de Janeiro que foram investigados ou presos. Castro tornou-se o sétimo da lista, após a PF cumprir hoje mandados de busca e apreensão em seus endereços por ordem de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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Os outros alvos da decisão de Moraes foram o desembargador Guaraci Vianna, que foi afastado das funções, Juliano Pasqual, ex-secretário estadual, e Renan Saad, ex-procurador fluminense. Moraes mandou prender o empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), considerado um dos maiores devedores de impostos do país.

Confira a lista dos ex-governadores do RJ que foram alvo das autoridades:

1. Moreira Franco

(Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)

Político brasileiro nascido no Piauí, mas radicado em território fluminense, construiu sólida carreira pública passando por cargos de prefeito, deputado e ministro de Estado. Ele governou o estado do Rio de Janeiro no período de 1987 a 1991, sucedendo Leonel Brizola.

Décadas após deixar o Palácio Guanabara, tornou-se alvo de desdobramentos da Operação Lava Jato no território fluminense. Em março de 2019, foi preso preventivamente por determinação da Justiça Federal, em ação que também mirou o ex-presidente Michel Temer. Atualmente, o político responde aos processos decorrentes dessas investigações em liberdade.

2. Anthony Garotinho

(Crédito: Agência Senado)

Radialista proeminente e experiente político fluminense, iniciou sua liderança de forte base popular na cidade de Campos dos Goytacazes. Ele governou o estado do Rio de Janeiro entre os anos de 1999 e 2002, elegendo-se pelo PDT. Após o mandato, manteve grande influência na política local e chegou a ocupar secretarias estaduais de governo.

No entanto, tornou-se alvo de diversas investigações por crimes eleitorais, corrupção e também organização criminosa. O político foi preso pela primeira vez no ano de 2016 e enfrentou detenções subsequentes. Diante das decisões judiciais expedidas ao longo dos anos, ele recorre atualmente em liberdade.

3. Rosinha Garotinho

(Crédito: Instagram/Reprodução /Rosinha Garotinho)

Profissional da comunicação e política fluminense, projetou-se no cenário estadual ao lado de seu marido, Anthony Garotinho. Ela governou o estado do Rio de Janeiro no período de 2003 a 2007, sendo a primeira mulher eleita para o cargo. Posteriormente, deu continuidade à sua carreira eleitoral sendo eleita prefeita do município de Campos dos Goytacazes.

Suas gestões no governo estadual e municipal passaram a ser minuciosamente investigadas pelo Ministério Público. Em novembro de 2017, foi presa temporariamente pela Polícia Federal em operação que apurava crimes eleitorais. Assim como seu marido, a ex-governadora respondeu aos processos em liberdade.

4. Sérgio Cabral

(Crédito: Reprodução/Redes Sociais)

Jornalista de formação e influente líder político do Rio de Janeiro, presidiu a Assembleia Legislativa (Alerj) por longos anos. Ele governou o estado do Rio de Janeiro de 2007 a 2014, conquistando dois mandatos consecutivos pelo PMDB. Sua gestão foi inicialmente marcada por grandes obras públicas e pela visibilidade internacional dos eventos esportivos.

Posteriormente, tornou-se o principal alvo da versão fluminense da Operação Lava Jato, deflagrada em 2016. Foi preso preventivamente naquele mesmo ano sob a acusação de liderar um gigantesco esquema criminoso. Acumulou dezenas de condenações que somaram centenas de anos de prisão e hoje responde em liberdade.

5. Luiz Fernando Pezão

(Crédito: Agência Brasil)

Político fluminense nascido em Piraí, cidade onde iniciou sua vida pública e atuou como prefeito por dois mandatos. Ele governou o estado do Rio de Janeiro de 2014 a 2018, assumindo após a renúncia de Cabral. Pezão conseguiu se reeleger para o mandato subsequente em uma disputa acirrada no final de 2014.

No término do seu mandato, em novembro de 2018, foi preso no exercício do cargo público. A prisão ocorreu na Operação Boca de Lobo, um desdobramento da Lava Jato baseado em delações. O ex-governador foi acusado de integrar o esquema de desvios e hoje recorre em liberdade.

6. Wilson Witzel

(Crédito: Agência Brasil)

Ex-juiz federal e ex-fuzileiro naval, entrou para a política partidária surfando uma forte onda de discurso anticorrupção. Ele governou o estado do Rio de Janeiro no curto período entre janeiro de 2019 e agosto de 2020. Sua gestão foi precocemente interrompida devido ao avanço de denúncias de fraudes na área da saúde.

Witzel virou alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na Operação Placebo, autorizada pelo STJ. Embora não tenha sido preso, foi formalmente afastado do cargo sob graves suspeitas de corrupção. Ele sofreu um processo de impeachment histórico e foi destituído definitivamente do poder do estado.

Leia a nota divulgada por Cláudio Castro:

A defesa do ex-governador do Rio Cláudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje [sexta] e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura.

Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes.

É de suma importância destacar que a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo montante se aproxima de R$ 1 bilhão.

Atualmente, o parcelamento se encontra suspenso por força de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agravo de instrumento.

Ao longo da gestão, a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) ingressou com inúmeras ações contra a Refit, o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado.

Cláudio colaborou com a busca, que ocorreu sem qualquer intercorrência, e nada de relevante foi apreendido.