As informações colhidas pela Polícia Federal (PF) na investigação contra o grupo Refit esbarram no Tribunal de Contas da União (TCU). A PF detalha que Juliano Pasqual, ex-secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, foi assessor do então deputado federal Aroldo Cedraz, que recentemente se aposentou do TCU, e que o filho dele, Tiago Cedraz, advoga para a Refit.
A PF sugere no relatório apresentado a Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que essa rede de conexões interpessoais garantiria acesso privilegiado de Ricardo Magro, dono do grupo Refit, a autoridades.
“Em evento realizado em Nova York, patrocinado pela refinaria, Cláudio Castro sentou-se à mesa com Ricardo Magro, ladeado por Tiago e Daniel Maia, concunhado de Tiago e Diretor da Agência Nacional de Petróleo”, diz a PF.
Segundo a Polícia Federal, Pasqual foi nomeado secretário de Fazenda pelo ex-governador do RJ Cláudio Castro justamente para ajudar a Refit. “Castro nomeou Juliano no dia 31 de janeiro de 2025 em
substituição a Leonardo Lobo, então Secretário de Fazenda que teria se insurgido contra o esquema da Refit”, diz a PF.
A PF descobriu uma troca de mensagens em que Pasqual e um dos integrantes da organização liderada por Ricardo Magro conversam sobre processos administrativos pendentes. Confira abaixo:

O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todos os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.

