A Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15) realizou mandados de busca e apreensão em diversas cidades, tendo como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, o empresário Ricardo Magro, e também o ex-secretário da Casa Civil Jonathas Assunção Salvador Nery De Castro, além de outros nomes.
A Polícia Federal investiga possíveis fraudes fiscais envolvendo o grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, durante a gestão de Castro.
O ex-governador é acusado de acobertar um esquema longo de sonegação de impostos pelo grupo, controlado pelo empresário Ricardo Magro. A dívida total está estimada em R$ 26 bilhões. Essa operação está relacionada ao processo do ADPF das Favelas, sobre violência policial durante incursões em favelas para combater o tráfico de drogas no estado.
Por sua vez, Jonathas Assunção estaria envolvido ao supostamente receber R$ 1,3 milhão da Refit por meio de movimentações atípicas de uma empresa de consultoria, a Sary Consultoria e Participações LTDA, na qual ele é o único sócio.
Quem é Jonathas Assunção?
De acordo com o site Escavador, Jonathas é servidor público federal da Carreira de Analista de Infraestrutura, que trabalha hoje na Secretaria Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República.
Graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Brasília (UnB), ele também possui MBE em Economia Brasileira para Negócios pela Universidade de São Paulo (USP), é Pós Graduado em Gestão de Negócios e Especialista em Valuation, ambos pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec).
Suas experiências já passaram por dirigente do Projeto de Integração do Rio São Francisco, além de Secretário-Executivo da Casa Civil durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ele era o braço direito de Ciro Nogueira, então ministro da Casa Civil, durante o governo. Apesar de Nogueira não ser investigado por essa operação, Nogueira se tornou alvo da Polícia Federal (PF) no dia 7 de maio, quando a Operação Compliance Zero cumpriu um mandado de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar.
Investigação de Ciro Nogueira
De acordo com o despacho enviado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que Nogueira estava relacionado com o ex-dono do grupo Master, Daniel Vorcaro, e era bancado por ele em troca de apoio ao Banco Master em Brasília.
O Brasilianista mostrou que Nogueira recebeu mesada de Vorcaro pelo menos desde 2021. O valor começou em R$ 300 mil, mas aumentou para R$ 500 mil em 2023.
A defesa do senador nega as acusações, indicando que não há comprovações diretas entre Ciro e Vorcaro que indiquem esse vínculo, além de mensagens de terceiros. Sua defesa também já
Em vídeo nas redes sociais, Nogueira indica que seria “vítima de ataque em ano eleitoral” em meio às investigações da Operação Compliance Zero — principal investigação da PF em relação ao caso Master.
A defesa do senador e presidente do Partido Progressistas (PP) declarou em nota que repudia qualquer associação ilícita sobre suas condutas.

