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Economia

Empresas brasileiras estarão em peso na maior feira do agronegócio da China

A Sial Xangai 2026 começa nesta segunda-feira (18) e segue até quarta (20)

Empresas brasileiras estarão em peso na maior feira do agronegócio da China

A partir desta segunda-feira (18), empresas brasileiras do setor agro participam em número recorde da Sial 2026 em Xangai, na China, a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia.

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O evento que ocorre anualmente desde 2000 tem servidocomo plataforma de lançamento para empresas de alimentos e bebidas que buscam expandir seus negócios no exterior, inspirando outras empresas do setor por meio do compartilhamento de informações e tendências, conectando expositores e compradores, sediando eventos reconhecidos pela indústria e celebrando a inovação.

A Sial Xangai conta mais de 180.000 profissionais de alimentos e bebidas de 125 países e regiões, incluindo os principais tomadores de decisão de importadores, distribuidores, varejistas e do setor de hotelaria, restaurantes e catering (HoReCa).

Neste ano, o Brasil terá 82 empresas exportadoras representando o país na feira, com a expectativa de prospectar negócios de US$ 3,3 bilhões. As informações são da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil)

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Entre 2023 e 2025, foram abertos 12 mercados para produtos brasileiros no país asiático, incluindo gergelim, farinha de aves e suínos, DDG de milho e uvas frescas.

Somente no ano passado, o parceiro comercial importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos desse setor, o que representa a 32,7% do total exportado pelo agronegócio naquele ano.

O ministro da pasta, André de Paula, também marca presença na exposição, em que participará do Estande Brasil, além de participar das inaugurações dos estandes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ele fica em Pequim até a quinta-feira (21), com o objetivo de fortalecer a cooperação bilateral dos países e avançar em pleitos sanitários e fitossanitários.

Brasil em cinco pavilhões

As companhias brasileiras estarão distribuídas em cinco pavilhões na Sial Xangai 2026, em que o maior estande será o de carne bovina, organizado pela Abiec, que terá 24 frigoríficos.

O espaço Brazilian Beef, criado pela Abiec, reunirá 24 empresas associadas em mais de 1,2 mil metros quadrados, crescimento de 20% em relação à edição anterior, e concentrará reuniões comerciais, encontros institucionais e contato com compradores de diferentes regiões da Ásia.

Participam desta edição Astra, Barra Mansa, Beauvallet, Better Beef, Boi Brasil, BoiBras Foods, Cooperfrigu, Frialto, Frigoestrela, Frigol, Frigon, Frigosul, Iguatemi Foods, Intertrans, JBS, Masterboi, Mercúrio, Naturafrig, Plena, Prima Foods, Ramax Grupo, Rio Maria, RXM e Supremo.

Segundo a entidade, essa ampliação do número de empresas acompanha a demanda do mercado chinês e a necessidade de atender diferentes canais, como varejo e food service.

Além disso, durante a feira, a equipe do Barbacoa vai preparar cortes bovinos brasileiros, com apresentações voltadas ao público profissional.

Cooperativas de agricultura familiar

O evento deste ano também terá um pavilhão exclusivo para o Programa Cooperar para Exportar, de internacionalização de cooperativas da agricultura familiar. São 10 empresas de várias regiões do país que participam, levando produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos da biodiversidade brasileira.

A ApexBrasil coordenará diretamente dois pavilhões na feira, World Food e Proteínas, além das participações realizadas em parceria com a Abiec, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto AgroBR.

“A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na SIAL demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, afirma Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil, em nota.

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