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Política

Áudio vazado de Flávio Bolsonaro: mudar o candidato realmente é uma solução?

A direita política segue atenta aos desdobramentos do caso

Áudio vazado de Flávio Bolsonaro: mudar o candidato realmente é uma solução?

A recente polêmica envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu contato com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, reacendeu um debate político por todo o país. O pré-candidato à Presidência da República pediu ajuda ao ex-banqueiro para o financiamento do filme “Dark Horse“, pelo qual conta a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso aconteceu um tempo antes das investigações sobre o caso Master.

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Diante desse cenário, outros candidatos da direita política ficaram atentos aos desdobramentos do caso, ainda mais para as pesquisas sobre as intenções de voto do eleitorado. Uma possível substituição de Flávio Bolsonaro também é um tópico que gera debates, mas será que seria a solução para o bolsonarismo?

Mudança de candidato

Para responder essa pergunta, O Brasilianista realizou uma entrevista exclusiva com Luiz Renato Ribeiro Ferreira, sociólogo, mestre em Ciência Política e especialista em Gestão e Avaliação de Políticas Públicas pela Universidad de Deusto na Espanha. O especialista falou sobre a resposta dos bolsonaristas diante do nome de Flávio e a visão dos eleitores diante de uma troca.

“Os eleitores bolsonaristas responderam de forma extremamente rápida ao nome de Flávio. O crescimento exponencial de sua candidatura mostrou que ao menos 40% dos eleitores possuem a firme convicção de que desejam o fim do ciclo de Lula no governo. Estamos falando aqui de duas categorias de eleitores: a do bolsonarismo raiz e do restante dos eleitores dispostos a votar em qualquer candidato capaz de tirar Lula do poder. Se esse comportamento se mantiver e havendo uma substituição, podemos supor que se os eleitores reconhecerem o potencial desse substituto, logo poderão aderir rapidamente a essa alternativa”, afirma.

Aliado a isso, o cientista político ainda fala sobre o tempo e a dependência de alguns fatores para que essa migração seja realizada e ainda assim mantenha a força eleitoral do bolsonarismo diante de um cenário pelo qual existe a dependência da aprovação de Jair Bolsonaro.

“Embora essa migração não seja automática e depender de alguns fatores, se a escolha for bem pensada, se o grupo político estiver pactuado em torno desse nome e, atenção, se Jair Bolsonaro aprovar e apoiar essa eventual alternativa, tudo indica que em alguns meses os eleitores de Flávio migrem naturalmente para essa suposta alternativa. A questão é: estariam os ‘bolsonaros’ dispostos a apoiar um nome que não seja de seu campo, digamos, genético?”, completa o sociólogo.

Nomes que podem se beneficiar

Conforme noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, existem três nomes da direita política nacional que podem se beneficiar diante das polêmicas de Flávio Bolsonaro, ainda mais faltando menos de cinco meses para as disputas eleitorais e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando todas as pesquisas eleitorais relacionadas as intenções de voto em um possível segundo turno.

O primeiro nome é Ronaldo Caiado (PSD-GO), que ganha uma certa popularidade com a afirmação de que o seu primeiro ato no governo será o de conceder “anistia ampla, geral e irrestrita” para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. O ex-governador de Goiás promete se lançar como uma terceira via e já criticou diversas vezes a polarização política do Brasil.

O segundo nome é Romeu Zema (NOVO-MG), considerado um dos principais nomes da direita a se candidatar. O político teve o apoio de Flávio recentemente, reforçando as críticas do ex-governador ao STF (Supremo Tribunal Federal). Além disso, o documento de planejamento econômico de campanha do ex-governador de Minas Gerais reúne propostas com foco na revisão de gastos públicos, ampliação de políticas liberais e flexibilização das regras trabalhistas.

Por fim, Michelle Bolsonaro é um nome que também ganha força diante do ocorrido. Isso acontece por conta de uma pesquisa publicada no fim do ano passado, pela qual registrava que, em um possível cenário de segundo turno entre a esposa do ex-presidente e Lula, Michelle teria 41,6% das intenções de voto, contra 44,7% do petista. Ela também era uma das principais apontadas dentre a família Bolsonaro para a tentativa de uma campanha presidencial antes do anúncio de Flávio como sucessor de Jair Bolsonaro.

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