O dia 11 de setembro foi a data prevista para o lançamento de “Dark Horse”, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. As informações foram divulgadas pelo protagonista do longa-metragem, Jim Caviezel, nas redes sociais. Se você já era nascido em 2001, com certeza, o dia te remete a algo. Sim, o ataque as Torres Gêmeas que deixou quase 3 mil mortos.
Quando se trata de eleições e corrida eleitoral, tudo é bem programado e estruturado. Segue-se um cronograma, com objetivos pré-determinados e muito estudo envolvido. Essa não parece ser uma exceção.
Paralelo de eventos
Como já mostrado nesta matéria de O Brasilianista, o longa agrada fãs radicais do bolsonarismo e não é tão efetivo em convencer eleitores indecisos/de centro, o que, neste momento, de disputa acirrada com o presidente Lula, é mais que primordial para ambos os candidatos, tanto o petista e quanto Flávio Bolsonaro.
De uma forma sutil e implícita, a escolha da data de lançamento pode remeter a um paralelo muito defendido por esses seguidores radicais: assim como o que aconteceu em 2001 nos Estados Unidos, Bolsonaro também sofreu um “ataque”, ou poderíamos dizer, “ataques” externos.
Tanto a facada, retratada no filme, quanto a condenação por 27 anos e 3 meses de prisão no fim do ano passado, por conta dos atos de 8 de janeiro, para muitos bolsonaristas se resume a um ataque direto ao ex-presidente, sem o devido cuidado e aprofundamento jurídico.
Proximidade com as eleições
Outro ponto que vale destaque é a proximidade do dia 11 de setembro com o primeiro turno das eleições 2026, marcados para 4 de outubro (já o segundo turno, se necessário, acontecerá no dia 25 do mesmo mês). Flávio recebeu a validação de Jair para ser o “seu representante” diante da inelegibilidade e mostrou um crescimento exponencial nos últimos meses nas pesquisas de intenções de voto.
Contudo, o vazamento da ligação do candidato do PL com o banqueiro Daniel Vorcaro abalou os últimos resultados. 51,7% dos eleitores, por exemplo, afirmaram enxergar evidências de envolvimento direto de Flávio com o escândalo do Banco Master, segundo a AtlasIntel divulgada na última semana.
É importante ressaltar que as mensagens entre o filho de Jair e Vorcaro se tratavam justamente de Dark Horse. Conforme informações do Intercept, a negociação pairava US$ 24 milhões, o que equivaleria a R$ 134 milhões na cotação da época.
Os reais adversários de Flávio Bolsonaro
Embora nas pesquisas, a disputa de Flávio se dá com os demais candidatos à presidência, na realidade, hoje, a briga dele é outra. Como mostramos nesta matéria de O Brasilianista, Vorcaro e Michelle Bolsonaro se tornam rivais diante do vazamento de áudios.
Como dito anteriormente, Flávio sente nas pesquisas o peso da possível ligação com o banqueiro. Junto disso, cresce uma vontade do Centrão em tornar Michelle a candidata à substituir o marido. Jair ainda se mostra contrário a possibilidade e pretende ter Michelle no Senado.

