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Economia

Qual o impacto do reajuste da Petrobras?

A gasolina vai ficar mais cara para os distribuidores e consumidores

Qual o impacto do reajuste da Petrobras?

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um aumento no preço da gasolina vendida a distribuidoras pela primeira vez em dois anos. O aumento será de R$ 0,48 por litro a partir desta sexta-feira (29).

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No entanto, esse valor será compensado pelo desconto de R$ 0,44 por litro por conta da subvenção econômica instituída pelo governo federal. Dessa forma, o preço da gasolina A para as distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro — o que representa um aumento de R$ 0,04 por litro.

A petrolífera confirmou ainda que os consumidores sofrerão com o aumento. A gasolina C da Petrobras, aquela vendida nos postos, é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro. Para esses consumidores, a composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas.

Segundo a empresa, esse valor é 27,6% menor do que o preço praticado em 31/12/2022.

Vale destacar que o impacto chega não somente para os consumidores, mas para a economia do Brasil, que vai recolher menos impostos com a medida de subvenção. Ainda assim, quando anunciada, o governo reiterou que consegue equilibrar a balança pelo alto fluxo de exportações do petróleo em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz.

Por que o reajuste agora?

Desde que o governo definiu o valor da subvenção, o reajuste da Petrobras era amplamente aguardado. O projeto visava ajudar os produtores e consumidores a reduzir o impacto da guerra entre Irã e Estados Unidos, que elevou o preço do barril de petróleo em todo o mundo.

O anúncio de reajuste da Petrobras veio no mesmo dia em que os EUA atacaram novamente o Irã desde abril, quando foi definido um cessar-fogo para abrir espaço para as negociações de paz. Com uma nova insegurança sobre quando o acordo de paz será realmente assinado, o barril do petróleo Brent voltou a subir e se aproximou novamente da faixa dos US$ 100.

Escassez global

O Brasilianista mostrou que os países em desenvolvimento estão sofrendo o impacto mais severo da escassez de produtos que vão além do petróleo: a crise energética impede o fornecimento de alimentos, recursos de tecnologia e até mesmo industriais.

Antes da guerra que bloqueou boa parte das exportações do Oriente Médio, aproximadamente um quarto do petróleo bruto transportado por via marítima e um quinto do gás natural liquefeito do mundo passavam pelo Estreito de Ormuz, fechado desde fevereiro.

A região também está entre os maiores fornecedores mundiais de produtos derivados de petróleo e gás, incluindo fertilizantes e nafta , um líquido usado em tudo, desde filme plástico até tintas industriais. A crise chega, em boa parte do mundo, também pelos choques de preços — como é o caso do Brasil e EUA.

A escassez física de suprimentos afetou economias em toda a Ásia. Os países em desenvolvimento, especialmente na Ásia, foram os mais atingidos.

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