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Economia

O problema de trilhão da política energética de Lula e Alexandre Silveira

O levantamento realizado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia afirma que os custos subirão até 2050

O problema de trilhão da política energética de Lula e Alexandre Silveira

As medidas aprovadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME), sob gestão do ministro Alexandre Silveira, estão sendo comentadas pelo setor de geração de energia.

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Segundo levantamento realizado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), os consumidores arcarão com custos de quase R$ 1 trilhão até 2050. Dentre as despesas consideradas para o cálculo, estão, o leilão de reserva de capacidade na forma de potência (LRCap), as despesas não previstas do Tratado de Itaipu, e os benefícios tarifários para energia renovável.

A pesquisa considerou as últimas ações do Ministério que, segundo apuração de O Brasilianista, deu preferência aos setores fotovoltaicos e eólicos do que para a reforma do setor de energia elétrica. Deste modo, a avaliação da FNCE, de acordo com publicação, é que se torna essencial uma reforma a partir de 2027. Em caso de negativa, o cenário mais provável será o colapso do setor energético.

Leilão de reserva de capacidade na forma de potência (LRCap) de 2026 custará R$ 515,7 bilhões por até 15 anos

O primeiro leilão LRCap de 2026, em 18 de março, foi realizado para a contratação de energia, buscando garantir potência firme e segurança do Sistema Interligado Nacional, conforme apurado pelo Brasilianista. Assim, evitando cortes no fornecimento de energia aos consumidores em momentos críticos.

No certame, foi aprovada a contratação de hidrelétricas, térmicas a gás, biometano e carvão. Segundo a pesquisa da FNCE, o custo desta operação será de cerca de R$ 515,7 bilhões por até 15 anos. Esta quantia será paga na conta de luz dos consumidores.

Custos da MP n.º 1212

Outra medida controversa do MME é a renovação por 36 meses da Medida Provisória (MP) n.º 1.212, que define descontos tarifários para projetos de energia renovável. Segundo a pesquisa, os débitos custarão R$ 112,5 bilhões aos consumidores por até 50 anos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou o recebimento de 2.035 pedidos de empresas de energia renovável, dos quais 601 foram aprovados.

Também com a MP foi priorizada a quitação da Conta Covid, utilizando os recursos da privatização da Eletrobrás. A medida foi criada em 2020 e depois renovada em 2022, com o objetivo de reduzir as tarifas de energia aos consumidores.

Despesas não previstas do Tratado de Itaipu

Conforme o levantamento da FNCE, ambos governos do Tratado de Itaipu, Brasil e Paraguai, estão violando o acordo ao negociar ajustes tarifários ao invés de seguir com as normas firmadas em contrato. Desta maneira, foram gerados custos de R$ 21,1 bilhões, a serem pagos em 4 anos, de 2023 a 2026, pelos consumidores das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país.

Custos de tarifa social de energia elétrica não foram contabilizados na pesquisa

Com todos os custos e despesas levantadas pela FNCE, os custos utilizados para a ampliação da Tarifa Social de Energia Elétrica não foram contabilizados. Isso, pois, o valor abarcado foi redistribuído, de modo que não gerou custos novos aos consumidores.

A Tarifa Social de Energia Elétrica abrange a população de baixa renda brasileira, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), e para idosos auxiliados pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo a ANEEL, os inscritos no benefício recebem desconto de até 100% no consumo de energia elétrica para até 80 kWh (quilowatt-hora).

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