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Política

Ciro descansou, graças a Vorcaro

O senador teve férias luxuosas bancadas pelo banqueiro, que custaram cerca de R$ 2 milhões

Ciro descansou, graças a Vorcaro

Em maio de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nova operação da Polícia Federal (PF) para o Caso Master. Em resultado, o relatório apresentado pela PF confirma relação de amizade com benefícios mútuos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Ciro Nogueira. Dentre os benefícios, uma viagem luxuosa aos alpes franceses, mais precisamente em Courchevel, com custo de quase R$ 2 milhões pagos pelo banqueiro.

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A Revista Piauí teve acesso ao relatório da PF, de sessenta páginas, detalhando gastos do banqueiro com o senador. Entre mesadas, viagens, restaurantes e emendas parlamentares, a relação entre Ciro e Vorcaro apresentada pela análise da PF demonstra um arranjo funcional de benefícios mútuos, extrapolando os limites da amizade, segundo análise do ministro André Mendonça, do STF.

Descanso nos Alpes Franceses

A viagem de treze dias foi realizada pelo senador e Flávia Rosalen, com a companhia do banqueiro e sua noiva na época, Martha Graeff, em janeiro de 2025. As despesas pagas por Vorcaro foram de R$ 1.849.201,00, de acordo com o relatório da PF. Entre restaurantes com estrela Michelin e hospedagem em hotel cinco estrelas, todos os custos foram cobertos pelo banqueiro indiciado no Caso Master, que se referiu ao senador como “um dos seus grandes amigos da vida”.

Círculo milionário

As férias do senador, cobertas por Vorcaro, também apresentaram o círculo de amizade do banqueiro e outros ricos brasileiros. Entre os jantares, um contaram com a presença do atual dono da Amil José Seripieri Filho, o Junior. A refeição, ainda, foi realizada no chalé do empresário Alberto Leite, dono da FS Security, empresa de tecnologia. Este último hospedou o senador Ciro Nogueira e o ministro do SFT, Dias Toffoli, em seu camarote na final da Liga dos Campeões.

Relação de longa data

O cenário nas neves não foi a única despesa bancada pelo banqueiro ao senador da República. De acordo com apuração de O Brasilianista, Ciro recebia mesada de Vorcaro desde 2021. O valor, inicialmente, era de R$ 300 mil, subindo para R$ 500 mil em 2023. Em troca, os interesses do banco Master eram defendidos no Senado pelo parlamentar.

A defesa do senador, conforme apurado pelo O Brasilianista em 27 de maio de 2026, afirma que as informações são falsas. Além de serem baseadas em mensagens de terceiros e não em provas concretas.

Investigações da Operação Sem Refino

Recentes revelações podem incluir o senador da república Ciro Nogueira na Operação Sem Refino, de acordo com apuração de O Brasilianista. Isso, pois, valores milionários de uma empresa ligada à Refit foram recebidos pela empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis.

O valor pago foi de R$ 14,2 milhões, com assinatura do irmão do parlamentar, Raimundo Neto Nogueira. Este, por sua vez, também foi alvo da Operação Compliance Zero, e impedido de se comunicar com o irmão.

As investigações apuradas pela Operação Sem Refino, realizada pela PF, tem objetivo de averiguar possíveis fraudes fiscais da empresa Refit, ligada ao empresário Ricardo Magro, durante a gestão do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Segundo apurou O Brasilianista, a transferência paga à empresa do senador da república pode incluí-lo como alvo da operação.

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