A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, na última sexta-feira (05), a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Futuro Profissional. Nela, 28,7% dos trabalhadores afirmaram que buscam salários maiores na procura da profissão dos sonhos.
Segundo apurado pela Agência de Notícias da Indústria, a maioria dos empregados brasileiros procuram remuneração e estabilidade em sua profissão, sendo 28,7% e 22,4% das respostas, respectivamente. A perspectiva de crescimento vem logo em seguida, com 20,1% das respostas e, com 19,3% está a flexibilidade do horário. A pesquisa divulgou, também, que a possibilidade de trabalho remoto e jornada reduzida estão abaixo no ranking, com 15,9% e 9,8%, respectivamente.
Futuro profissional
Sobre o futuro profissional, o cenário é incerto. Os dados levantados no estudo indicam que 43% dos trabalhadores não sabem em que profissão estarão daqui a cinco anos. Além disso, o empreendedorismo cresce entre os entrevistados, com 13,9% projetando ser donos do próprio negócio em breve. Dentre os empreendimentos citados, estão em prioridade o comércio varejista e de serviços, como salões de beleza, bares e restaurantes.
A busca ao emprego de carteira assinada se mantêm preferencial para 36,3% dos trabalhadores. O modelo de contratação é mais atrativo para o público mais jovem, de 25 a 34 anos, chegando a 41,4%.
Maiores obstáculos para o emprego dos sonhos
Dentre os trabalhadores entrevistados, 22% acreditam que o maior obstáculo para encontrar a profissão ideal é a falta de vagas ofertadas em boas condições. A falta de experiência prática e de cursos profissionalizantes localizados na região onde vivem foram citados em segundo e terceiro lugar, com 17,6% e 16,9%.
No cenário atual, 95% se declararam satisfeitos com sua situação trabalhista. Destes, 70% indicaram estar muito satisfeitos. A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025, entrevistando 2.008 pessoas a partir de 16 anos em todo o território nacional.
Trabalhadores não demonstram ter medo da demissão
De acordo com pesquisa da Datafolha, segundo apurou O Brasilianista, 71% dos trabalhadores não têm medo de serem demitidos. O levantamento foi realizado no período de 12 a 13 de maio de 2026. O percentual é maior entre os empregados que possuem maior renda, de até 10 salários mínimos, sendo de 75%. Para os brasileiros com renda de até dois salários, de 16 a 24 anos e menos escolarizados, a porcentagem é de 50%.
Com os debates sobre o fim da escala 6×1, o cenário pode se tornar de demissões. Isso, pois, conforme entrevista ao O Brasilianista, o especialista em economia, coordenador dos cursos de Gestão da FAPI – Centro Universitário de Pinhais, Filipe Eduardo Martins Guedes, afirma que empresas podem optar pela automação de processos ou reduzir o quadro de funcionários para compensar perdas.
De acordo com o especialista, não é possível cravar as demissões em massa como regra geral, porém, há o risco setorial de ajuste, e a folha salarial pode pesar na decisão.
Escala 6×1 foi aprovada na Câmara
No dia 27 de maio, a Câmara dos Deputados aprovou o texto que propõe redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Com a decisão, a PEC segue para tramitação no Senado Federal.
A proposta aprovada prevê a redução gradual da jornada de trabalho, primeiro para 42 horas em 60 dias e, depois, para 40 horas em 12 meses. O fim da escala 6×1 seria cumprido durante os 60 dias iniciais da proposta. De acordo com a decisão aprovada, os trabalhadores passariam a ter duas folgas remuneradas na semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos, segundo apuração de O Brasilianista.

