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Economia

O tiro no pé do PT com o fim da escala 6×1

Problema pode surgir caso Lula vença as eleições presidenciais deste ano

O tiro no pé do PT com o fim da escala 6×1

O Partido dos Trabalhadores (PT) tem vendido à população o fim da escala 6×1 como um processo civilizatório necessário à democracia brasileira. Porém, empresários ouvidos por O Brasilianista afirmam que a extinção desse modelo de trabalho pode prejudicar o próprio PT no médio prazo.

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Esse tiro no próprio pé pode acontecer caso Lula vença as eleições presidenciais deste ano. Empresários admitem que o primeiro momento após o fim oficial da escala 6×1 vai aumentar as vagas formais de emprego, pois será necessário criar novos turnos em diversos setores.

Essa expansão será necessária para que as empresas consigam cumprir os contratos vigentes sem descumprirem a lei que estará em vigor. Algumas companhias do setor de telemarketing, por exemplo, terão de contratar até 10 mil pessoas para equalizar esses dois fatores e aumentar suas infraestruturas de trabalho — locação de salas, computadores, mesas, cadeiras, etc — em cerca de 30%.

Mas essa mudança cobrará um preço quando os contratos vigentes forem encerrados, pois esses acordos comerciais terão de ser reajustados para compensar o aumento do custo. Isso fará com que muitos deles sejam encerrados ou tenham seus escopos reduzidos.

Uma terceira saída será aumentar o custo desses contratos de prestação de serviço. Esse cenário, segundo os empresários, é o menos cogitado devido às incertezas econômicas no Brasil e no exterior.

Para evitar esses caminhos considerados “tortuosos”, os empresários esperam um aceno do Senado, pois sabem que não podem contar com a Câmara dos Deputados, que cedeu ao populismo petista, inclusive com apoio da oposição e dos bolsonaristas, que temeram o impacto nas urnas.

O melhor aceno que o Senado poderá dar, afirmam os empresários, será apresentar uma proposta de desoneração tributária para os setores mais afetados, que são, principalmente, os essenciais. Essa medida, poderam as fontes ouvidas, deverá ser calcada em muitos dados técnicos para não ser contaminada pela discussão isenção fiscal concedida a 17 setores no governo Dilmar Rousseff e que será extinta gradualmente até 2028.

A proposta eleitoreira do PT que acaba com a escala 6×1 já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda a análise pelo Senado, que já indicou que mexerá na ideia. Um dos caminhos discutidos na Casa Alta é a PEC do horário flexível.