O Ministério da Defesa prevê investir R$ 2,1 bilhões para adquirir os caças supersônicos conhecidos como F-39 Gripen em 2026. Com esse valor, o governo brasileiro deve assegurar a entrega de duas aeronaves e maior desenvolvimento da montagem desses armamentos.
O Brasilianista mostrou em março que o F-39E faz parte de um contrato assinado há mais de uma década, que prevê a aquisição de 36 aeronaves pela Força Aérea Brasileira (FAB) em parceria com a Saab. A FAB já garantiu 12 unidades nos últimos seis anos. Vale lembrar que a produção do Gripen no Brasil é a única que existe fora da Suécia, por meio de uma fábrica inaugurada em maio de 2023 nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto. O espaço é focado na produção de aviões militares.
Cerca de R$ 1,357 bilhão já estava previsto como custo da pasta na Lei Orçamentária Anual de 2026, enquanto outros R$ 739,5 milhões foram aprovados por meio da portaria n° 184 de maio de 2026 do Ministério do Planejamento e Orçamento.
O caça Gripen E pode atingir até 2.470 km/h, o que representa duas vezes a velocidade do som. Ainda, possui de 22,5 mil itens, somando 15,2 metros de comprimento e 8,6 metros de envergadura.
A Saab ganhou a licitação para apoiar financeiramente o projeto de avião supersônico em 2013, em uma operação avaliada em US$ 4 bilhões à época. A americana Boeing e a francesa Dassault também tentaram — sem sucesso — entrar no programa voltado à renovação da frota de caças da FAB, ao oferecer transferência de tecnologia e capacitação industrial no Brasil.
Durante o projeto FX-2, a empresa sueca treinou mais de 350 profissionais brasileiros, entre técnicos, engenheiros e pilotos para estarem aptos a manipular o caça Gripen.
Mais investimentos do Brasil em defesa
Esse é mais um dos aportes previstos dos pouco mais de R$ 103 bilhões em investimentos em defesa nacional previstos neste ano. A movimentação acontece em cenário geopolítico cada vez mais tenso, com guerras e ameaças de tomadas de território acontecendo ao redor do mundo.
As Forças Aéreas Brasileiras (FAB) serão as mais beneficiadas, garantindo um repasse de R$ 6,8 bilhões para manter as operações — a compra de equipamentos também é maior nesse setor. O Exército e a defesa terrestre ficará com R$ 3 bilhões para aplicar em 2026, enquanto a Marinha receberá R$ 1,8 bilhões no total. Para 2027, a projeção é de que os investimentos subam ainda mais para esse setor.
O governo ainda deixa valores separados para o desenvolvimento científico, tecnológico e de engenharia, que permite às Forças Armadas brasileiras capacidade de estudo de novos modelos de segurança nacional, bem como equipamentos.
O PLOA 2026 também mostra que o Ministério da Defesa precisa encontrar recursos para financiar os R$ 158.133.718.526 em gastos de armamentos para Aeronáutica, Exército e Marinha neste ano.
A previsão é de que o Brasil aumente em quase 14% os investimentos na segurança do país nos próximos três anos, chegando a aproximadamente financiamento de R$ 120 bilhões no setor. Confira:
Fonte: PLOA 2026

