A Amazon e a Magazine Luiza divulgaram parceria nesta segunda-feira (08). O acordo prevê que os produtos da varejista brasileira estarão disponíveis no e-commerce, enquanto a empresa estadunidense utilizará a logística da Magalog para as entregas dos produtos adquiridos.
Segundo a Magazine Luiza, o objetivo do acordo é ampliar os canais de venda e comercialização de bens duráveis no país. A divisão financeira dos lucros não foi divulgada pelas companhias.
Fortalecimento do e-commerce
De acordo com pesquisa divulgada pelo E-commerce Brasil, o cenário do setor de varejo online cresceu nos últimos anos. Para 2024, o crescimento foi de 11,8%, alcançando cerca de R$ 381 bilhões em vendas, conforme a segunda edição do Online Retail Report, da FTI Consulting.
Segundo a pesquisa levantada, o desempenho estava acima da média global, que ficou em 8,4%. Além disso, a presença do varejo nacional em canais online também aumentou, indo para 9,03.
Os dados levantados pela pesquisa informaram, ainda, a preferência dos brasileiros pelas compras online. Isso, pois, segundo o estudo, 46,1% dos brasileiros pretendem utilizar mais e-commerces ao invés de comprar presencialmente. Em outros países, como o México e Argentina, a porcentagem foi de 28,4% e 26,2%, respectivamente.
Investimento da Amazon no mercado brasileiro
Em março de 2026, a Amazon anunciou o lançamento da Amazon Now. Segundo apuração do O Brasilianista, a empresa colocou o mercado brasileiro como prioridade global em investimento.
A iniciativa da companhia foi lançada no México, depois implementada nos Estados Unidos. O modelo busca garantir entregas em até 15 minutos para a compra de itens essenciais, como farmácias ou supermercados.
Conforme apurou O Brasilianista, o mercado brasileiro é alvo de investimento para a empresa estadunidense. A companhia está presente no Brasil desde 2010, e já investiu cerca de R$ 55 bilhões neste período.
Crescimento do social commerce
O setor de varejo online anda se expandindo de diferentes formas. Conforme o relatório da FTI Consulting, o mercado brasileiro cresceu também no social commerce, ou seja, comércio pelas redes sociais. De acordo com os dados da pesquisa, cerca de 77% dos brasileiros afirmam que já compraram por meio de mídias digitais.
Dentre as citadas pelos entrevistados, em 2024 a maior rede utilizada foi o Instagram, com 38%. O estudo apontou, também, o lançamento do TikTok Shop como uma das vertentes mais promissoras do setor, podendo acelerar o crescimento do social commerce. Em 2024, a plataforma gerou US$ 9 bilhões em vendas nos Estados Unidos.
Modalidade de pagamento auxiliou o cenário dos e-commerces
Um dos fatores que mais gerou o crescimento do setor, segundo pesquisa da FTI Consulting, foi a rápida consolidação do PIX entre as modalidades de pagamento. De acordo com os dados, em quatro anos o pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC) passou a representar 40% dos pagamentos digitais no Brasil.
Segundo apuração do O Brasilianista, cerca de 80% da população já utiliza o método de transferência, equivalendo a cerca de 170 milhões de cidadãos. Em 2025, o sistema se consolidou como o principal meio de operação financeira do país, movimentando cerca de R$ 35 trilhões.
Atualmente, o PIX se encontra na mira de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Conforme apurou O Brasilianista, o método de transferência gratuito têm gerado incômodo por prejudicar injustamente empresas estadunidenses atuantes em serviços concorrentes ao PIX, entre elas, a Mastercard e a Visa.

