A nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15) mostra um cenário mais favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto em 2026.
O levantamento aponta crescimento do petista tanto no primeiro quanto no segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal nome do campo bolsonarista testado pelo instituto, registra oscilação negativa.
No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro, abrindo uma vantagem de nove pontos percentuais.
Na rodada anterior, realizada em maio, o presidente tinha 40%, enquanto o senador marcava 35%.
O levantamento ouviu 2.017 eleitores em todo o país, entre os dias 12 e 14 de junho, por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Distância aumenta no segundo turno
Segundo a BTG/Nexus, o presidente alcança 49% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%. A diferença de seis pontos é a maior observada pelo instituto desde o início da série histórica.
Em abril, os dois apareciam tecnicamente empatados, com 46% para Lula e 45% para Flávio. Em maio, a distância era de apenas um ponto percentual.
Lula lidera em todos os cenários testados
Além da disputa contra Flávio Bolsonaro, a pesquisa simulou outros possíveis confrontos de segundo turno.
Em um eventual embate com o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 49%, contra 39% do adversário. Já contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o presidente registra 48%, enquanto o goiano soma 39%.
A pesquisa também testou um cenário contra Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), no qual Lula alcança 49% das intenções de voto, diante de 36% do adversário.
Os números reforçam a posição do atual presidente como favorito entre os nomes avaliados pelo instituto.
Interesse do eleitorado cresce
Segundo a BTG/Nexus, 77% dos entrevistados afirmam estar interessados ou muito interessados nas eleições de 2026, o maior índice já registrado pela série histórica do instituto.
O resultado sugere que a corrida eleitoral começa a ganhar espaço no debate público mesmo faltando meses para a votação.
Além disso, 94% dos entrevistados afirmam que pretendem comparecer às urnas ou provavelmente votarão no primeiro turno, indicando um elevado nível de mobilização eleitoral.
Polarização segue dominante
Os números também mostram que a polarização entre lulismo e bolsonarismo continua sendo o principal eixo da disputa política nacional.
Quando questionados sobre quem deveria ser eleito presidente em 2026, 40% dos entrevistados disseram preferir Lula, enquanto 31% optaram por Flávio Bolsonaro ou outro candidato apoiado pela família Bolsonaro.
Outros 24% afirmaram preferir um candidato fora dos dois campos políticos.
O resultado indica que, apesar da presença de nomes da chamada terceira via, a disputa segue fortemente concentrada entre os grupos políticos liderados por Lula e Jair Bolsonaro.
O que os números indicam
Embora ainda faltem vários meses para a eleição e o cenário permaneça sujeito a mudanças, a pesquisa mostra uma tendência de fortalecimento da posição eleitoral de Lula em comparação com os levantamentos anteriores.
A ampliação da vantagem sobre Flávio Bolsonaro tanto no primeiro quanto no segundo turno ocorre em um momento em que o presidente busca consolidar sua base de apoio e reduzir desgastes provocados por temas econômicos e políticos.
Por outro lado, o campo bolsonarista continua competitivo, mas vê sua principal aposta testada pelo instituto perder terreno em relação às pesquisas anteriores.
Busca por alternativa fora da polarização
Como mostrou O Brasilianista, apesar de a disputa presidencial seguir concentrada entre os campos liderados por Lula e Bolsonaro, uma parcela significativa do eleitorado continua demonstrando preferência por uma candidatura fora desse embate.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada em maio mostrou que 18% dos brasileiros defendiam a eleição de um nome que não fosse apoiado nem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O resultado evidencia a permanência de um espaço político para a chamada terceira via, embora os principais pré-candidatos desse grupo ainda apresentem desempenho modesto nas pesquisas de intenção de voto.
Nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem distantes dos líderes da disputa, indicando que, apesar do desejo de parte dos eleitores por uma alternativa, a polarização continua predominando no cenário eleitoral brasileiro.

