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Economia

Brasil em queda livre no ranking de competitividade mundial

A pior colocação veio neste ano de 2026

Brasil em queda livre no ranking de competitividade mundial

O International Institute for Management Development (IMD) realiza, todos os anos, um ranking de competitividade mundial. São considerados 4 fatores principais para o levantamento e, no ano de 2026, o Brasil ficou em 65º lugar entre 70 países.

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A colocação é a pior dos últimos cinco anos, e a nação se encontra em queda livre na categoria. O levantamento é realizado em parceria com a Fundação Dom Cabral e considera os seguintes fatores: performance econômica, eficiência governamental, eficiência dos negócios e infraestrutura.

O ranking avalia que a capacidade de competitividade é a manutenção de um ambiente que favoreça o desempenho das empresas. Assim, de acordo com a avaliação da Fundação Dom Cabral, em reportagem da Valor Econômico, o Brasil apresentou piora em todos os indicadores, dando ênfase para a eficiência dos negócios, que recuou 11 colocações, e performance econômica, que caiu seis posições.

Para o diretor do Centro de Pesquisa em Inovação e Inteligência Artificial da Fundação Dom Cabral, em reportagem da Valor, os resultados evidenciam desafios que persistem no país, especialmente relacionados à eficiência institucional e sustentação do crescimento econômico. Desta maneira, é preciso pontuar, também, a gestão negativa de empresas privadas, principalmente na questão de endividamentos.

Histórico do Brasil no ranking

Segundo publicação da IMD, o país está em queda livre no ranking. Apesar de ter recuperado uma boa colocação em 2025, chegando a 58ª, nos anos de 2020 a 2026, a melhor colocação foi 56º. O relatório aponta que, substancialmente, o país precisa de melhorias na infraestrutura e logística para aumentar a resiliência e o crescimento econômico.

Confira, a seguir, as colocações do país no ranking nos últimos seis anos:

  • 56º posição em 2020.
  • 57º posição em 2021.
  • 59º posição em 2022.
  • 60º posição em 2023.
  • 62º posição em 2024.
  • 58º posição em 2025.
  • 65º posição em 2026.

Indústria brasileira despenca em ranking

O Brasil caiu em outro ranking também em 2026. Segundo apurou O Brasilianista, o setor industrial apresentou crescimento quase nulo em 2025, fazendo o país cair da 24ª para a 64ª posição no Instituto de Estados para o Desenvolvimento Industrial.

Além dos índices de produtividade, o impacto das indústrias é mensurado, também, com os movimentos da política econômica e o cenário internacional. Sendo assim, a taxa básica de juros, Selic, o comportamento do câmbio e o comércio exterior devem influenciar o setor nos próximos meses.

Recuperação judicial atinge recorde no país

Assim como o ranking do IMD avaliou a questão dos endividamentos de empresas privadas, as recuperações judiciais no país atingiram níveis históricos. Conforme apurou O Brasilianista, o cenário demonstra não apenas crises isoladas, mas um panorama amplo de dificuldade financeira, e isso se deve à combinação das elevadas taxas de juros, desaceleração econômica e créditos restritos.

Em 2024, os pedidos de recuperação alcançaram as 2 mil solicitações e, em 2025, o cenário era de 2,5 mil pedidos. Desta forma, a manutenção da taxa Selic em patamares elevados pode ter produzido efeitos, que são diretos para companhias de diferentes portes e segmentos.

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