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Justiça

Superintendência ou Papuda: os argumentos da PF e de André Mendonça sobre a transferência de Vorcaro

Enquanto o relator defende a manutenção da prisão na sede da PF, a corporação solicita o retorno do banqueiro para a cela comum

Caso Master: as declarações de André Mendonça

Após duas delações premiadas rejeitadas, a Polícia Federal (PF) realizou uma solicitação de transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o Complexo Penitenciário da Papuda. No entanto, o ministro relator do caso, André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), estuda a possibilidade de manter o investigado na Superintendência da corporação.

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Em reportagem, o BNews afirma que interlocutores do ministro comentam sobre a preocupação de Mendonça com um possível contato entre Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, afetando o andamento das investigações. Além disso, a integridade física do investigado também é analisada para este contexto.

Ao defender a permanência do ex-dono do Master na sede da PF, Mendonça mantém em aberto a possibilidade de uma terceira delação premiada, apesar de contrariar a solicitação da corporação de transferir o investigado a uma cela comum na Papuda. No entanto, o relator atenderia aos desejos da defesa de Vorcaro, mantendo-o onde está.

Onde Vorcaro já esteve preso?

A primeira prisão de Daniel Vorcaro ocorreu em outubro de 2025, quando o ex-banqueiro foi preso preventivamente por uma semana na Superintendência da PF em São Paulo (SP). Segundo apurou O Brasilianista, após 10 dias o investigado foi transferido ao Complexo Penitenciário de Guarulhos e, mais 10 dias depois, estaria cumprindo prisão domiciliar e medidas cautelares.

Com o andamento das investigações, Vorcaro foi detido novamente em março de 2026. Desta vez, ficou dois dias no Complexo Penitenciário de Potim (SP) e, após, foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, no Complexo Penitenciário da Papuda. Por conta da proposta de delação premiada, Vorcaro foi transferido em maio para a Superintendência da PF em Brasília.

Duas delações rejeitadas

Tanto a PF quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitaram as duas delações premiadas propostas por Daniel Vorcaro. De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a segunda colaboração não foi aceita por não apresentar novas informações além dos fatos já levantados pelos investigadores.

A última tentativa do banqueiro incluía nomes como o do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Antônio Rueda, presidente do União Brasil, e do senador da República Ciro Nogueira (PP-PI). O documento abordou pagamento de US$ 30 milhões ao presidente do Congresso, conexões do presidente do União Brasil com a RioPrevidência e repasses ao senador para a defesa dos interesses do Master no Congresso.

Segundo apurou O Brasilianista, a primeira delação de Vorcaro foi rejeitada também por falta de informações sobre o esquema, considerando o que já havia sido averiguado pela PF. Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) considerou insuficiente a proposta de devolução de R$ 40 bilhões. A negociação do MPF solicita o pagamento de R$ 60 bilhões.

Banco Master e o BRB

Iniciada como uma investigação de um esquema de fraude bancária, a Operação Compliance Zero, que prendeu Daniel Vorcaro, já se encontra na oitava deflagração. No entanto, a investigação foi iniciada após o Banco Central (BC) negar a tentativa de aquisição do Master pelo BRB.

De acordo com O Brasilianista, o motivo da recusa do BC no processo de compra foi a descoberta de um fluxo atípico de recursos transferidos entre as instituições financeiras no início de 2025. Na primeira fase da deflagração, o foco investigativo foi o combate à emissão de títulos falsos de crédito, descobrindo uma fraude de R$ 12 bilhões do Master.

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