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Justiça

Operação Compliance Zero aponta intermediários de contratos entre BRB e TJBA

O primeiro ponto investigado é a intermediação da aquisição de um imóvel avaliado em R$ 2,4 milhões

Operação Compliance Zero aponta intermediários de contratos entre BRB e TJBA

A Operação Compliance Zero atingiu a nona deflagração na última quinta-feira (18). Em decisão do ministro relator do caso, André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram apontados intermediários que teriam atuado no contrato entre o Banco de Brasília (BRB) e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA).

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Em reportagem do BNews, o publicitário Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga Sodré, foi indicado como o articulador entre as partes, além de estar no núcleo pessoal do senador Jaques Wagner (PT-BA), também alvo da operação. As informações apuradas na reportagem relatam que o publicitário é visto como intermediador entre BRB e TJBA em contrato que, posteriormente, foi uma porta de entrada para o Master atuar no tribunal, oferecendo crédito consignado aos servidores públicos com a CredCesta.

Em parecer, o relator afirma que a narrativa policial possui três eixos principais que englobam vantagens econômicas e negociações institucionais.

No primeiro ponto, é investigada a aquisição de um imóvel avaliado em R$ 2,4 milhões. A decisão de Mendonça apresenta que as tratativas para a compra não pararam com a primeira deflagração da Operação Compliance, mas teriam prosseguido pelo intermédio do publicitário Guiga, David Lopes Monteiro, Daniel Lopes Monteiro.

Já o terceiro indício foca na verificação indicativa de atuação política favorável ao Banco Master. Segundo o relator, Guiga aparece como intermediador entre Jaques Wagner, Daniel Vorcaro e o chefe de gabinete do parlamentar, acerca das tratativas da Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, que versa sobre a autonomia do Banco Central.

O que se sabe sobre a nova deflagração da Operação Compliance Zero?

A nona fase da Operação Compliance Zero colocou novos personagens na mira da PF. Entre eles, estão o senador da República Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-executivo ligado ao Banco Master. Segundo apurou O Brasilianista, o empresário é apontado como um dos principais interlocutores entre o grupo investigado.

Além do parlamentar, outros integrantes de sua família também estão na mira da corporação. Isso, pois um dos focos da operação são os contratos que somam mais de R$ 11 milhões assinados entre o Master e a BN Financeira, companhia ligada à família do senador.

A PF identificou mecanismos de circulação de capital que teriam sido utilizados para a ocultação de repasses destinados ao entorno do senador. As averiguações também encontraram uma transferência de R$ 3,5 milhões entre PKL One Participações S.A., uma estrutura societária ligada ao núcleo de Augusto Ferreira Lima, para a BN Financeira.

BRB é investigado por descontos irregulares

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na última sexta-feira (19), uma operação que investiga descontos irregulares realizados pelo BRB em folhas de pagamentos aos servidores do Distrito Federal.

A justiça determinou um bloqueio de cerca de R$ 90 milhões, conforme apurou O Brasilianista, e, além disso, 50 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Entre os alvos da investigação estão o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, executivos do PicPay e integrantes da administração pública distrital.

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