A Nexus/BTG publicou nesta segunda-feira (29) mais uma pesquisa que mostra um eventual empate técnico entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso os pré-candidatos disputem o 2º turno.
Lula registrou 47% das intenções de voto, enquanto Flávio apareceu com 44%. A pesquisa indica que a margem de erro é de dois pontos percentuais. Apenas 8% disseram que poderiam votar nulo ou em branco. Outros 1% dos entrevistados não souberam responder.
A amostra também evidencia um empate técnico na rejeição entre os dois nomes. Flávio lidera a rejeição, com 51%, enquanto 49% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum em Lula.
O último empate ocorreu entre 30 de março e 27 de abril de 2026. Os dois candidatos registraram entre 37% e 40% das intenções de voto.
Escândalos entre aliados de Lula e na família Bolsonaro
As duas campanhas também avaliam estratégias para recuperar a imagem dos pré-candidatos.
Lula encaminhou um pacote de medidas para reverter repercussões negativas para o governo, como o caso do ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner, que deixou o cargo para recuperar sua imagem e evitar desgastes à campanha eleitoral do petista em meio aos desdobramentos do Caso Master e à proximidade com o ex-CEO do banco, Augusto Lima.
O governo busca aprovar a PEC 6×1, a PEC da Segurança Pública e o aumento do teto de faturamento dos MEIs para aumentar a popularidade. O Ministério da Fazenda, porém, ainda não apresentou um estudo sobre esse novo teto.
Na outra ponta, Flávio tem sido alvo da Procuradoria-Geral da República (PGR), que aguarda uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, sobre um pedido para investigar a origem dos recursos destinados ao financiamento do filme Dark Horse, além dos conflitos com Michelle Bolsonaro, que expuseram fragilidades dentro do núcleo familiar.
A preferência do eleitor e a terceira via
Lula lidera o cenário de primeiro turno, com 42%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%, Ronaldo Caiado (5%), Renan Santos (3%) e Romeu Zema (3%), que aparecem em empate técnico. Joaquim Barbosa aparece com a menor intenção de voto, apenas 2%. O último empate entre Lula e Flávio nesse cenário ocorreu no fim de março.
Quando o eleitor foi perguntado sobre quem deveria ser eleito em 2026, Lula aparece com 39%, enquanto Flávio — ou outro indicado pela família Bolsonaro — soma 36%.
Um eventual candidato que não seja apoiado por Lula ou Bolsonaro, representando uma terceira via, soma 21% das intenções de voto. No entanto, entre esses eleitores, 20% acabam escolhendo Lula e 10% Flávio no primeiro turno.
Saia justa de Flávio e Lula
Recentemente, O Brasilianista publicou as dificuldades enfrentadas pelos dois pré-candidatos. O senador sofreu outros dois reveses. Um deles envolve Michelle Bolsonaro, que afirmou que o pré-candidato a tratava mal e dizia que ela não entendia de política. A avaliação é de que esse episódio pode colocá-lo em risco junto ao eleitorado evangélico e feminino.
Flávio também recebeu uma resposta do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que negou o pedido relacionado à imposição de novas tarifas ao Brasil. Rubio afirmou que essa decisão tem influência do embaixador e representante comercial, Jamieson Greer, que declarou haver divergências sobre o comércio e serviços financeiros brasileiros.
Na semana passada, o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deixou o cargo para se dedicar à sua reeleição e à sua defesa. O Brasilianista publicou que a defesa de Wagner busca, no STF, corrigir pontos da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF).

