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Política

Sai Flávio, entra Rogério Marinho?

Marinho tem a confiança de Jair Bolsonaro e conversa melhor com o Centro político e com empresários

Sai Flávio, entra Rogério Marinho?

O senador Rogério Marinho tem sido cotado por setores da Direita como melhor candidato a substituir Flávio Bolsonaro na campanha presidencial que se avizinha. A avaliação é de que Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, tem a confiança de Jair Bolsonaro e conversa melhor com o Centro político e com empresários.

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Essa avaliação é calcada nas aprovações das reformas da previdência e trabalhista durante o governo de Michel Temer. Marinho relatou os dois projetos e os aprovou sem grandes sustos na Câmara dos Deputados ou no Senado.

Uma eventual candidatura de Marinho, porém, não miraria a vitória — e o senador nada perderia, pois está no meio de seu mandato de 8 anos. Seu objetivo seria garantir o controle do bolsonarismo sobre 30% do eleitorado que acredita em Jair Bolsonaro. Sem isso, outros candidatos da Direita, como Ronaldo Caiado e Renan Santos, poderiam abocanhar parte desse grupo.

Outra percepção que justifica essa estratégia, segundo fontes com conhecimento dessas conversas, é a de que a maioria dos setores — inlusive a Faria Lima — já precificou a vitória de Lula nas eleições deste ano.

Flávio no Senado

O Brasilianistamostrou que Flávio Bolsonaro já é senador reeleito pelo Rio de Janeiro (RJ) nos bastidores da Direita brasileira, pois consolidou-se o entendimento de que o filho mais velho de Jair Bolsonaro pode destruir o legado da família do ex-presidente ao enfrentar Lula.

Há receio de a estratégia do PT, de minar a imagem de Flávio Bolsonaro aos poucos, exponha casos de corrupção em que o senador é citado e isso cole na imagem de seu pai, que é preferido por parte do eleitorado que acredita que o ex-presidente nunca se corrompeu.

Além do áudio em que Flávio pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, há as investigações sobre rachadinhas em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do RJ e os cheques de Fabrício Queiroz.

A concretização desse cenário pode prejudicar o objetivo de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e de Jair Bolsonaro em formar uma bancada ainda maior no Congresso, principalmente no Senado, a partir de 2027. Valdemar quer mais controle sobre o Congresso, enquanto Jair sonha em se vingar do Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou por atentar contra a democracia.