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Política

Caiado intensifica críticas a Flávio Bolsonaro em meio a mudanças na pesquisa eleitoral

Governador licenciado do PSD transformou publicações nas redes sociais e declarações públicas em uma ofensiva contra o senador do PL

Caiado intensifica críticas a Flávio Bolsonaro em meio a mudanças na pesquisa eleitoral

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao publicar uma mensagem nas redes sociais após a reunião do parlamentar com 42 embaixadores estrangeiros.

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“Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica”, escreveu o ex-governador de Goiás, em referência ao encontro realizado em Brasília, usando o episódio para defender que a agenda deveria ter sido voltada à promoção dos interesses econômicos do Brasil.

Troca de críticas aconteceram nas últimas semanas

A publicação é mais um capítulo da ofensiva de Caiado contra Flávio Bolsonaro, que se intensificou com o avanço da pré-campanha presidencial.

O ex-governador deixou de concentrar suas críticas apenas na falta de experiência administrativa do senador e passou a questionar diretamente sua atuação política, movimento que ocorre enquanto Flávio enfrenta desgaste provocado por investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Caiado criticou recentemente a concessão do green card ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, afirmando que o benefício deveria servir ao produtor brasileiro interessado em ampliar negócios com os Estados Unidos, e classificou como sinal de “extrema fragilidade” o fato de Flávio recorrer ao apoio formal do pai durante a pré-campanha.

Aliados de Caiado decidiram ampliar o confronto direto com Flávio para disputar o eleitorado de direita não alinhado ao bolsonarismo mais fiel.

A equipe avalia haver espaço para conquistar eleitores conservadores descontentes com as crises enfrentadas pelo senador. Além das críticas às declarações sobre as urnas eletrônicas, Caiado também ironizou Eduardo Bolsonaro ao compará-lo ao “Pateta da política brasileira”.

O ex-governador questionou a concessão de um green card ao ex-deputado pelo governo dos Estados Unidos. Na ocasião, Caiado afirmou que esse tipo de benefício deveria servir para produtores brasileiros interessados em ampliar negócios com o mercado americano, e não para um político brasileiro.

Pesquisas estimularam mudança de postura

Segundo O Brasilianista, a mudança de estratégia ocorre em um momento em que pesquisas eleitorais passaram a mostrar Caiado em posição mais competitiva.

Levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta semana apontou empate técnico entre o ex-governador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.

Enquanto Lula aparece com 43% das intenções de voto, Caiado registra 44%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário envolvendo Flávio Bolsonaro, Lula soma 45% e o senador, 42%, também em empate técnico. O levantamento ainda mostra Caiado com rejeição menor que a de Lula e Flávio.

Especialistas apontam que o principal desafio de Caiado não é enfrentar Lula, mas consolidar sua liderança dentro do campo conservador.

Para os analistas ouvidos pelo O Brasilianista, o governador licenciado de Goiás ainda precisa transformar sua força política regional em projeção nacional e convencer o eleitorado da direita de que possui condições de chegar ao segundo turno como principal adversário do presidente.

Histórico de embates com a família Bolsonaro

Os atritos entre Caiado e a família Bolsonaro não começaram com a atual campanha presidencial. O pré-candidato do PSD afirmou recentemente que votar em Flávio poderia favorecer a reeleição de Lula e questionou se um candidato à Presidência deveria depender do aval do pai para responder às dificuldades da disputa eleitoral.

A relação conturbada entre Caiado e o grupo político de Jair Bolsonaro também remonta ao início da pandemia de covid-19.

Em março de 2020, o então governador de Goiás rompeu publicamente com o presidente ao anunciar que não seguiria as orientações do Palácio do Planalto sobre o enfrentamento da crise sanitária.

Na época, afirmou que as decisões sobre saúde no estado seriam tomadas com base nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, criticou o discurso de Bolsonaro sobre isolamento social e declarou que manteria as restrições independentemente das posições defendidas pelo governo federal.

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