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Política

Entenda justificativa usada para manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliar

Alexandre de Moraes divulgou a decisão nesta sexta-feira (17)

Entenda justificativa usada para manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes optou por manter Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar em documento divulgado nesta sexta-feira (17).

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A decisão segue o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e enxergou a carta de apoio à pré-candidatura do filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como um descumprimento à medida cautelar.

Com isso, foi determinado que o ex-presidente não pode receber visitas com “finalidade político-eleitoral” até o fim das eleições de 2026. Ao longo do próximo mês, ele poderá se encontrar apenas com médicos, fisioterapeutas e advogados.

O parecer sobre a manutenção da prisão domiciliar

“O direcionamento da carta – escrita e assinada de próprio punho por Jair Messias Bolsonaro – foi ‘aos brasileiros’, demonstrando sua natureza não particular e sua finalidade político-eleitoral com exposição ao público em geral, utilizando Flávio Nantes Bolsonaro como intermediário, ou nas suas próprias palavras, como seu ‘porta-voz'”, pontuou Moraes.

Assim, ele afirma que a carta “claramente comprova que Jair Messias Bolsonaro pretendia comunicar-se com seus apoiadores políticos por intermédio das redes sociais de seu filho”.

A defesa do ex-presidente alegou que este não tinha conhecimento sobre a divulgação da carta que endossa a pré-candidatura do filho à presidência.

Sobre isso, o ministro do STF rebateu: “A justificativa da defesa não é plausível, pois é absolutamente contraditória aos fatos” e afirmou que o próprio título atribuído “Carta aos Brasileiros” seria uma prova da “natureza não particular e sua finalidade político-eleitoral com exposição ao público em geral”.

Vale pontuar que a justificativa conversa com o posicionamento da PGR, que entendeu o movimento como um “inequívoco intuito de alcançar e influenciar” eleitores, utilizando Flávio como “porta-voz”.

O regime escolhido

No parecer, Alexandre de Moraes enfatizou que os benefícios da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro “não podem acarretar odiosos privilégios contrários à legislação e autorizar flagrante desobediência às decisões judiciais, inclusive por seus advogados”, como é o caso de Flávio no momento.

Por fim, divulgou sua decisão: “Ressalte-se que a estrita observância de todas as condições fixadas por lei e pelas decisões judiciais constitui pressuposto para a manutenção do regime de cumprimento atualmente deferido”, mas foi categórico ao dizer que o descumprimento das medidas poderiam levar a uma reavaliação.

“Com a adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado”, informou.

O pré-candidato à presidência pelo PL também foi mencionado no parecer, em que Moraes optou pela suspensão de visitas a Jair pelo prazo de 90 dias pela divulgação da carta.

A carta de Jair Bolsonaro

A carta foi publicada nas redes sociais de Flávio no último sábado (11) e até o momento segue disponível no perfil do candidato.

Entitulada “Carta dos Bolsonaro aos brasileiros”, o candidato do PL disse na legenda: “A carta de Jair é um convite a todos os brasileiros, um convite para uma das missões mais importantes da nossa história: resgatar o Brasil!”.

No vídeo, o o senador diz que Jair Bolsonaro estava “bem”, “firme” e “forte” e anunciou que faria a leitura do documento com um “recado muito importante” que o pai desejava transmitir ao país.

Na carta, o ex-presidente pede a união de seus apoiadores em torno da pré-candidatura presidencial do filho ao colocá-lo como “a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”.

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