A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (20) mostra que 55% dos eleitores acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será reeleito, enquanto 25% apostam na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Conforme revelou O Globo, a percepção favorável ao presidente aparece em todas as regiões do país, faixas etárias, níveis de escolaridade, gêneros e grupos religiosos pesquisados.
Entre os eleitores independentes, 52% acreditam na vitória de Lula, contra 14% que apontam Flávio Bolsonaro como provável vencedor.
Embora o levantamento mostre vantagem para o petista, a campanha ainda entra em sua fase decisiva, com o registro das candidaturas previsto para agosto.
Polarização continua predominando
O Brasilianista destacou que pesquisa do Instituto Gerp registrou Lula com 37% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 34% em um cenário de primeiro turno.
Considerando a margem de erro de 2,19 pontos percentuais, os dois aparecem tecnicamente empatados, mantendo a polarização observada desde o início da pré-campanha.
O levantamento também aponta ampla distância entre os dois primeiros colocados e os demais pré-candidatos. Ronaldo Caiado aparece com 4%, enquanto Romeu Zema e Renan Santos registram 3% cada. Na modalidade espontânea, Lula soma 31% das citações, contra 29% de Flávio Bolsonaro.
Temas como o caso Banco Master, a política externa brasileira e a relação entre Executivo e Congresso devem ganhar espaço ao longo da campanha, já que podem influenciar o debate eleitoral nos próximos meses.
Mercado reage mais aos fatos do que aos levantamentos
O Brasilianista explicou que o mercado financeiro passou a reagir menos às pesquisas eleitorais e mais aos acontecimentos capazes de alterar efetivamente a disputa presidencial.
Como os principais levantamentos vêm repetindo resultados semelhantes, investidores já incorporaram esse cenário às expectativas sobre a eleição.
Dois episódios provocaram movimentos mais expressivos na Bolsa de Valores. O primeiro ocorreu quando Flávio Bolsonaro foi confirmado como candidato do grupo liderado por Jair Bolsonaro, levando o Ibovespa a recuar 4,3%. O segundo foi a repercussão do caso “Dark Horse”, que provocou queda de 1,8% do índice.
Fatores como inflação, juros e cenário internacional passaram a exercer influência maior sobre os ativos financeiros do que pesquisas que apenas confirmam tendências já conhecidas pelos investidores.
Terceira via ainda enfrenta dificuldades
O Brasilianista informou que pesquisa BTG Pactual/Nexus mostrou que 18% dos eleitores preferem uma terceira via para a disputa presidencial de 2026.
Apesar desse percentual, os candidatos apresentados como alternativa continuam registrando desempenho bem inferior ao de Lula e Flávio Bolsonaro.
O levantamento aponta Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 43% em um eventual segundo turno, resultado que permanece dentro da margem de erro.
A pesquisa foi realizada após a repercussão do caso “Dark Horse”, período em que o senador perdeu dois pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, enquanto o presidente avançou um ponto.
Os dados também indicam que, embora exista parcela do eleitorado interessada em uma candidatura fora da polarização, nomes da chamada terceira via seguem abaixo dos dois dígitos nas simulações, mantendo a disputa concentrada entre os dois principais grupos políticos que lideram a corrida presidencial.

