A negativa da senadora Tereza Cristina ao convite para ser vice de Flávio Bolsonaro foi motivada pela vontade dela de presidir o Senado em 2027.
Durante as conversas, para tentar convencer a senadora a ser vice de Flávio, Tereza ouviu de integrantes da ala bolsonarista do Partido Liberal (PL) que só receberia o apoio do bolsonarismo se topasse o desafio presidencial com o filho mais velho de Jair Bolsonaro.
A informação foi passada a O Brasilianista por fontes com ótimo trânsito na Direita e que trabalharam no governo de Jair Bolsonaro.
Incongruência
A proposta feita a Tereza não para em pé, pois não é segredo para ninguém que o candidato preferido do bolsonarismo para presidir o Senado é Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio à Presidência da República.
Marinho também é o preferido para substituir Flávio na campanha presidencial caso o filho mais velho de Jair Bolsonaro não tenha condições de disputar o pleito.
Esse contexto reforça a vontade de Jair Bolsonaro de garantir seu controle sobre 30% do eleitorado brasileiro que o venera.
Segundo “não”
O “não” de Tereza Cristina a Flávio Bolsonaro é o segundo da senadora à família do ex-presidente. Em 2022, a senadora foi convidada para ser candidata a vice na chapa de Jair.
A recusa ao convite foi motivada pela garantia de que Tereza tinha sobre sua vitória nas eleições para o Senado naquele ano. A força política da senadora vem da sua relação de anos com o agronegócio.
Em 2022, a certeza sobre a vitória de Tereza Cristina era tanta que Simone Tebet desistiu da disputa por saber que não teria chance de vencer a adversária. Também pesaram na decisão de Tereza em 2022 os prognósticos de que Jair Bolsonaro perderia a eleição para Lula.

