O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) atingiu 30,7% das intenções de voto, consolidando o primeiro lugar na pesquisa Veritá Eleições.
Em segundo lugar, aparece o líder do MDB, o senador Eduardo Braga, com 27,8%, que confirmou que disputará a reeleição. Em terceiro lugar, está o senador Plínio Valério (PSDB).
Alberto iniciou a trajetória profissional aos 17 anos como professor de Matemática e chegou a se tornar professor universitário. Formou-se em Segurança Pública pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e em Direito pela Universidade Cidade de São Paulo (Unicid).
Trajetória política
Ingressou na Polícia Militar do Amazonas em 2008 e alcançou o posto de comandante da Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e do Pelotão da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam).
Também foi subcomandante do Batalhão da Força Tática e subdiretor do Departamento de Comunicação Social da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
Em 2018 e 2022, foi eleito deputado federal pelo Amazonas. Em 2024, chegou a disputar a Prefeitura de Manaus e avançou para o segundo turno. O parlamentar obteve 479 mil votos, o equivalente a 45,41% dos votos válidos. David Almeida (Avante) foi eleito prefeito com 542.659 votos.
Ao longo de 2026, o político trabalhou em projetos com foco em educação e segurança pública, como a criação da Política Nacional de Saúde Mental Ocupacional para profissionais da educação, a definição de limite máximo para concessão de liberdade provisória ou medidas cautelares em audiências de custódia e a tipificação do crime de pirataria fluvial.
Justiça Eleitoral do Amazonas
A Justiça Eleitoral do Estado do Amazonas desaprovou as contas de Alberto quando ele disputou a Prefeitura de Manaus, em 2024.
De acordo com o tribunal, houve gastos que não foram devidamente registrados, especialmente relacionados à contratação de fiscais de campanha, que trabalharam sem contrato e sem relatórios que comprovassem a atividade, comprometendo a transparência das contas. A Justiça apontou irregularidades superiores a R$ 760 mil.
A Lei das Eleições prevê que todos os candidatos devem apresentar, de forma detalhada, os recursos recebidos e os gastos de campanha, acompanhados de notas fiscais ou relatórios. Valores sem comprovação são considerados irregulares.
Os envolvidos foram condenados a devolver, com juros e correção monetária, aproximadamente R$ 768,7 mil aos cofres públicos.
Rivalidade com Coronel Alfredo Menezes e polêmicas
Alberto Neto já enfrentou uma crise interna com o pré-candidato a deputado federal Coronel Alfredo Menezes (Avante), quando ambos ainda eram filiados ao Partido Liberal.
Na ocasião, Alfredo chamou Alberto de “Judas” por entender que ele teria votado a favor da reforma tributária. Ele também convocou filiados para formar uma espécie de comissão de ética no partido.
Alberto Neto era presidente do diretório estadual da legenda, enquanto Menezes ocupava a vice-presidência, segundo apurou A Crítica.
Alberto também votou a favor da PEC 3/2021, conhecida como a PEC da Blindagem, que concede aos parlamentares maior proteção contra investigações e processos judiciais. Segundo a proposta, medidas cautelares e prisões em flagrante contra deputados e senadores dependeriam de autorização prévia da Câmara dos Deputados ou do Senado.

