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Política

Saiba quem é Plínio Valério, candidato ao Senado pelo Amazonas

O senador é jornalista de profissão e defensor da Zona Franca de Manaus e da pavimentação da BR-319

Saiba quem é Plínio Valério, candidato ao Senado pelo Amazonas

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) aparece em terceiro lugar na pesquisa do instituto Veritá, com 7,3% das intenções de voto.

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A última pesquisa publicada incluía o nome do pré-candidato Marcelo Ramos (PT), que anunciou desistência da disputa para concentrar esforços em uma única candidatura durante a convenção. Ramos tinha 13,2% das intenções de voto.

Em primeiro lugar, aparece Capitão Alberto Neto (PL), com 30,7% das intenções de voto. Em segundo, o senador Eduardo Braga (MDB), que disputa a reeleição para um terceiro mandato no Senado, com 27,8%.

Trajetória política

Plínio iniciou sua trajetória profissional como jornalista. Formou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e atuou como radialista. Ingressou na política em 2000, ao disputar uma vaga na Câmara Municipal de Manaus.

Em 2012, disputou novamente as eleições para a Câmara Municipal e foi reeleito para um terceiro mandato (2013–2016). Em 2018, disputou as eleições para o Senado, conquistando uma das cadeiras do Amazonas, com 834.809 votos (25%).

Sua atuação na Câmara Municipal e no Senado também é direcionada à recuperação e à pavimentação da BR-319, rodovia que liga Manaus aos demais estados, cobrando incentivos da União e maior celeridade na execução das obras.

Órgãos ambientais, como o Ibama, que defendem a realização de estudos sobre os impactos ambientais antes da execução da obra, já que o trecho atravessa áreas preservadas da Amazônia. O senador tem histórico de críticas a organizações não governamentais e ambientais que atuam na região

Zona Franca de Manaus

Outro eixo de atuação de Plínio é a defesa da Zona Franca de Manaus, especialmente da manutenção dos empregos e da atividade econômica.

O senador tem pautado sua atuação legislativa em eixos que combinam defesa da saúde pública, regulação econômica e proteção ambiental.

Entre as proposições apresentadas estão projetos que ampliam direitos no Sistema Único de Saúde (SUS), como o fornecimento de órteses para correção de erros de refração e o acesso à analgesia regional durante o parto normal.

Na área econômica e de regulação, apresentou propostas que atribuem ao Banco Central competência exclusiva sobre o Pix e permitem a cessão de créditos de restituição do Imposto de Renda como garantia em operações financeiras.

Polêmicas com Marina Silva

Plínio também se envolveu, enquanto presidente da CPI das ONGs, em uma polêmica durante uma sessão da Comissão de Infraestrutura. O senador disse, durante uma visita da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que “separava a mulher da ministra porque a primeira merecia respeito e a segunda, não”.

Marina pediu que ele se desculpasse. O senador recusou. A discussão teve ampla repercussão negativa. Ele manteve seu posicionamento e afirmou que, caso recuasse e pedisse desculpas, “minha mulher me bota para fora. E não me elejo nem vereador”.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou a fala do senador como infeliz e afirmou que ela estimulava a violência de gênero em um país polarizado. Em resposta, Plínio disse que tudo não passou de uma brincadeira, que Marina havia sido tratada com decência e que parlamentares — em grande parte senadoras de PSD, PDT e PSB — ficaram mais preocupadas com a ministra do que com as mortes causadas pela covid-19 no Amazonas.

Por fim, Plínio afirmou que pode ter sido mal-educado, mas não misógino ou machista. O senador também voltou ao tema durante uma audiência da CPI das ONGs, em 2023. Segundo ele, ficou irritado porque a ministra negava os pedidos de construção da BR-319. Na ocasião, voltou a dizer que a declaração havia sido uma brincadeira.

“…um ano se passou e eu fui receber uma medalha e, em tom de brincadeira, falando da BR-319, eu disse: imaginem o que é ficar com a Marina seis horas e dez minutos sem ter vontade de enforcá-la”, disse Plínio no Plenário.

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