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Política

Saiba quem é Eduardo Braga, candidato ao Senado pelo Amazonas

O empresário foi governador do Amazonas e ministro de Minas e Energia durante a gestão de Dilma Rousseff

Saiba quem é Eduardo Braga, candidato ao Senado pelo Amazonas

A pesquisa do instituto Veritá indica que o senador Eduardo Braga (MDB-AM) tem 27,8% das intenções de voto, disputando o segundo lugar.

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Capitão Alberto Neto (PL) tem 30,7% e lidera a pesquisa. Já o senador Plínio Valério (PSDB) registra 7,3% das intenções de voto.

O senador, eleito duas vezes consecutivas para o Senado (em 2010 e em 2018, quando recebeu 607 mil votos, correspondendo a 25,36%), segue na disputa por um terceiro mandato.

Eduardo Braga nasceu em Belém, estudou Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e, aos 21 anos, iniciou sua carreira política. Em seus registros biográficos, o político também é identificado como empresário. No entanto, há poucas informações que detalhem sua atuação na iniciativa privada.

Trajetória até a política

Braga começou a exercer cargo público em 1983, na Câmara Municipal de Manaus. Em 1986, foi eleito deputado estadual pelo Amazonas e atuou, na Assembleia Legislativa, como líder do governo e relator da Constituição estadual.

Em 1990, foi eleito deputado federal. Dois anos depois, disputou a Prefeitura de Manaus e tornou-se vice-prefeito na gestão do ex-senador e advogado Amazonino Mendes.

Em 1994, assumiu o cargo de prefeito após Amazonino se candidatar ao Governo do Estado. Em 1998, Eduardo Braga disputou o Governo do Amazonas e concorreu contra o próprio Amazonino, que anteriormente havia integrado sua chapa. Braga não venceu as eleições naquele ano.

Nos anos 2000, voltou a disputar a Prefeitura de Manaus contra o ex-ministro da Infraestrutura e pré-candidato à Câmara dos Deputados Alfredo Nascimento. O senador também foi derrotado, obtendo 49,22% dos votos.

Em 2002, voltou a disputar o Governo do Amazonas e foi eleito em primeiro turno, com 52,38% dos votos. Em 2006, Eduardo Braga foi reeleito governador.

Senado e Ministério de Minas e Energia

Em 2010, foi eleito senador com 1,2 milhão de votos (42,06%). Em 2018, foi reeleito para o cargo no Congresso Nacional.

Os projetos protocolados por Braga tratam, em sua maioria, de direitos das mulheres em situação de vulnerabilidade, criação de mecanismos de autonomia financeira, infraestrutura, saúde e transparência sobre organizações não governamentais.

No final de seu primeiro mandato no Senado, em 2014, assumiu o Ministério de Minas e Energia durante o segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT).

Polêmicas

O senador foi alvo de uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2013, relacionada à sua gestão no Governo do Amazonas por possíveis fraudes. Em 2014, o caso foi arquivado por falta de provas.

Durante o governo Bolsonaro, Eduardo Braga ofendeu, por telefone, a então ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, utilizando palavras de baixo calão. Flávia entregou o telefone ao então ministro da Casa Civil e presidente do Partido Progressistas (PP), Ciro Nogueira, chorando. A bancada feminina da Câmara dos Deputados chegou a divulgar uma nota de repúdio.

De acordo com levantamento do Metrópoles, o senador declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2026, aproximadamente R$ 60 milhões em bens. Oito anos antes, esse valor era praticamente a metade do declarado: R$ 31,6 milhões.

O senador declarou R$ 14,9 milhões em dividendos a receber, R$ 7 milhões em previdência privada e R$ 3,2 milhões em créditos da Parintins Participações. Ele também mantém investimentos em ativos financeiros e empresas, entre elas Vale, Petrobras e JBS. O jornal também revelou que o senador ampliou sua participação na Parintins Participações, sob a alegação de que esse crescimento decorreu da rentabilidade da empresa e da evolução de seu patrimônio familiar.

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