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Política

Ministro do atual governo; conheça o autor da proposta da PEC da Blindagem

O projeto foi apresentado em 2021 após a condenação do deputado federal Daniel Silveira

Ministro do atual governo; conheça o autor da proposta da PEC da Blindagem

Aprovada pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (16), a Proposta de Emenda à Constituição n° 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem, havia sido apresentada há quase cinco anos, conforme informações do Estadão

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Apresentada em 2021, por Celso Sabino, atual ministro do Turismo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta pretende limitar a prisão em flagrante de parlamentares, prevendo a obrigatoriedade de permissão do Poder Legislativo para abertura de ações penais. 

Hoje, Sabino é filiado ao União Brasil, porém, na época em que apresentou o texto original da proposta, integrava a bancada do PSDB. 

A proposta foi apresentada na época em que o deputado federal Daniel Silveira foi condenado pela Corte a oito anos e nove meses de prisão, acusado de gravar vídeos ofendendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo mantendo a anistia como prioridade, o texto tomou caráter de urgência após o julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o intuito de conceder perdão aos condenados pelos crimes contra a democracia. 

Segundo o Estadão, Sabino diz que a medida “fortalece” o Estado Democrático de Direito. “Não exercitará em plenitude suas funções, o membro do Poder Legislativo que se ache tolhido pelo temor de quaisquer consequências nefastas advindas de sua atividade parlamentar. E sem um Poder Legislativo independente não há falar em Estado Democrático de Direito.”

A medida aprovada pela Câmara dos Deputados retoma a “licença prévia”, que autorizava a Câmara e o Senado a barrar aberturas de processo criminal contra parlamentares.

Próximos passos 

Segundo o G1, a Proposta de Emenda à Constituição n° 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem, aprovada nesta semana pela Câmara dos Deputados, deve seguir para aprovação no Senado, e depois pode ser promulgada pelo Presidente do Congresso.