A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou em entrevista à CNN Brasil, na terça-feira (21), que a produção de petróleo na Foz do Amazonas poderá começar até 2033, caso todas as etapas de avaliação e licenciamento avancem dentro do cronograma previsto.
A fala ocorreu após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conceder à estatal a licença para perfuração exploratória de um poço no bloco FZA-M-059, localizado na Margem Equatorial, litoral do Amapá.
Segundo a Petrobras, a perfuração será iniciada imediatamente, com duração estimada de cinco meses.
Essa é a primeira fase do processo, que busca avaliar a existência e o volume de reservas de petróleo e gás capazes de sustentar a produção comercial. A etapa exploratória pode durar até três anos.
“Se o processo correr bem e as licenças saírem no prazo, entre sete e oito anos, poderemos iniciar a produção”, disse Chambriard.
Próximas etapas da exploração
Após confirmar a viabilidade comercial, a Petrobras deve elaborar o Plano de Desenvolvimento, que definirá o sistema de exploração, as plataformas e a infraestrutura de dutos – o que ainda precisa ser aprovado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) antes da execução.
O licenciamento ambiental seguirá sendo contínuo, ou seja, isso quer dizer que a empresa precisará de novas autorizações para o desenvolvimento do campo, instalação das estruturas de produção e início da extração.
Potencial estratégico
Estudos indicam que a bacia da Foz do Amazonas pode conter até 5,7 bilhões de barris de petróleo.
Caso confirmado, o volume elevaria em 34% as reservas brasileiras e em 58% as reservas da Petrobras, segundo relatório do Itaú BBA divulgado na segunda-feira (20) e compartilhado pela CNN.

