Entre os sete condenados do núcleo crucial da trama golpista pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o tenente-coronel Mauro Cid foi o único que não apresentou recurso da decisão — e pode ficar livre ainda este ano. Vale lembrar que ele foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto.
Cid firmou um acordo de delação premiada em que relatou os crimes dos demais investigados pela trama de golpe de Estado que culminou nos atos do dia 8 de janeiro de 2023. Segundo a CNN, agora ele espera que a sua pena seja reconhecida como já cumprida após o trânsito em julgado da ação.
A defesa optou por não recorrer à decisão do STF devido ao acordo e agora aguarda a finalização do caso para solicitar sua liberdade. Em entrevista à CNN, a defesa revelou estar satisfeita com o resultado do julgamento, com todos os pedidos atendidos. Confira os requisitos da delação de Mauro Cid:
- pena inferior ou igual a dois anos;
- restituição de bens e valores;
- manutenção de medidas da Polícia Federal para garantir a segurança de Cid e de seus familiares.
Agora, cabe ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, confirmar a condenação e dar início à execução penal. Como a defesa de Cid não apresentou recurso, a solicitação vinda de qualquer outro réu desse núcleo não atrapalharia a pena do militar.
É provável que, com o caso encerrado, a defesa solicite a retirada da tornozeleira eletrônica do tenente-coronel, alegando que ele está há dois anos e cinco meses sob medidas restritivas de liberdade. Se Moraes concordar, Mauro Cid ficará livre ainda este ano.

