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Política

Ministério na mira da energia

O MME tem sido criticado por dar preferência a empresas de energia eólica e fotovoltaica

Ministério na mira da energia

O Ministério de Minas e Energia (MME) tem sido criticado por parte do setor elétrico e da política. Empresários ligados a hidrelétricas, termelétricas e exploração de petróleo não estão gostando da preferência dada por Silveira a empresas de energia eólica e fotovoltaica.

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Um dos exemplos dessa preferência é o cuidado e a atenção dados pela pasta chefiada por Alexandre Silveira ao leilão de baterias, previsto para dezembro. O certame buscará interessados em investir em baterias que serão usadas para armazenar a energia obtida a partir de hélices e painéis solares.

Segundo apurou o Brasilianista, o MME deu mais importância para a organização desse certame do que para a reforma do setor elétrico. Antes da aprovação das medidas provisórias que instituíram a tarifa social e mudaram as regras do mercado de energia, havia o receio de que o leilão das baterias fosse privilegiado, em detrimento às alterações previstas nas MPs 1.300 e 1.304.

Na política, senadores têm expressado cada vez mais o desgosto com a gestão do MME. Afirmam que boa parte do setor energético têm ficado à míngua. Em dezembro de 2024, Alcolumbre e Pacheco alertaram Lula sobre o risco que a pasta de Silveira traz para a imagem do governo. A percepção foi reforçada ao presidente da República por ministros do atual governo.

Um dos exemplos mais citados foi o prejuízo gerado pelo adiantamento da Conta Covid. O Ministério de Minas e Energia, via Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, prometeu tarifas menores ao consumidor com o pagamento antecipado de empréstimos bancários fornecidos durante a pandemia a distribuidoras de energia, para que a inadimplência não destruísse a saúde financeira dessas empresas.

Porém, o resultado foi a cobrança de uma taxa pela antecipação dos pagamentos dos empréstimo. Essa cobrança adicional foi negociada pelos bancos com o Ministério de Minas e Energia. O caso foi parar na Aneel, que confirmou a inexistência de qualquer vantagem à população e ao erário.

A situação pode ficar ainda pior para o MME, caso a pasta atenda aos apelos de quem trabalha com energia nuclear. Empresários desse ramo defendem há anos a construção de micro usinas nucleares para garantir a segurança energética do país.

O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todas os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.