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Política

Reunião entre Moraes e Cláudio Castro sobre megaoperação no Rio termina após duas horas

Ministro do STF e governador trataram da escalada da violência e da atuação das forças de segurança no RJ

Reunião entre Moraes e Cláudio Castro sobre megaoperação no Rio termina após duas horas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, se reuniu na manhã desta segunda-feira (3) com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e autoridades estaduais de segurança pública para discutir os resultados e os desdobramentos da operação contra o Comando Vermelho, deflagrada na semana passada, que deixou 121 mortos.

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A reunião iniciou por volta das 11h e terminou por volta das 13h50, segundo o G1.

O encontro, realizado no Rio de Janeiro, também contou com representantes da força de segurança do RJ e teve como pauta a necessidade de coordenação institucional após uma das ações mais letais do ano no estado.

Moraes é o relator da chamada ADPF das Favelas. O ministro determinou que o governador apresente explicações sobre o cumprimento das determinações judiciais impostas pelo STF nas ações policiais.

No último domingo (2), Moraes determinou que o governo do Rio de Janeiro preservasse integralmente todos os elementos materiais ligados à operação policial nas comunidades da Penha e do Alemão, incluindo perícias e cadeias de custódia, que asseguram a autenticidade e validade das provas.

Ainda não se sabe o que foi discutido na reunião, uma vez que o encontro foi restrito, sem participação da imprensa ou assessores pessoais.

ADPF das Favelas

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, chamada de ADPF das Favelas, é uma ação apresentada ao STF em 2019 para controlar e reduzir a letalidade das operações policiais nas comunidades do Rio de Janeiro.

A decisão, em vigor desde 2020, determina regras como o uso obrigatório de câmeras corporais e GPS nas viaturas, comunicação prévia ao Ministério Público, preservação de provas e justificativas formais para ações em áreas densamente povoadas.

A ideia é garantir transparência, fiscalização e proteção de civis, especialmente diante do alto número de mortes em confrontos entre forças de segurança e criminosos, como a megaoperação na semana passada.