O governo brasileiro lançou nesta quinta-feira (13), durante a COP30, em Belém (PA), o primeiro plano internacional de adaptação climática voltado à saúde.
A proposta, coordenada pelo Ministério da Saúde, detalha como o país pretende preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar os efeitos crescentes das mudanças climáticas, como enchentes, ondas de calor, secas e a proliferação de doenças.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o plano foi construído em parceria com quatro países e deve inspirar outras nações a adotar medidas semelhantes.
O que prevê o plano
O plano internacional de adaptação em saúde se apoia em três eixos principais:
- Monitoramento e dados: criação de sistemas para acompanhar o aumento das temperaturas e seus impactos no perfil de adoecimento da população, como o avanço da dengue e doenças respiratórias.
- Infraestrutura resiliente: construção e reconstrução de unidades de saúde com padrões que resistam a desastres, com estoques próprios de energia, água e conectividade.
- Proteção das populações vulneráveis: fortalecimento da atenção básica e da capacidade de resposta em comunidades mais afetadas, com estrutura para exames, cirurgias e atendimentos contínuos.
Um exemplo prático será aplicado em Rio Bonito do Iguaçu (PR), cidade destruída por um tornado no último fim de semana, como mostrou O Brasilianista.
Lá, o governo planeja reconstruir as unidades de saúde com o conceito de “unidades resilientes”, preparadas para resistir a eventos extremos. As informações são da Agência Brasil.

