Nesta segunda-feira (24), o governo Lula tira do papel uma de suas apostas mais simbólicas para o ciclo pré-eleitoral: o Gás do Povo, programa que garante a recarga gratuita do botijão de gás para famílias vulneráveis. Oficialmente, é uma política de segurança energética e justiça social. Politicamente, porém, funciona como uma nova bandeira lulista, concreta, visível e com forte apelo popular.
A fase inicial devolve ao centro do debate um item essencial e doloroso no orçamento das famílias pobres, o gás de cozinha. O benefício não é abstrato. Ele se vê, se toca, se usa no dia a dia. Cada troca de botijão sem custo vira um lembrete palpável da presença do Estado, e esse tipo de marca costuma permanecer por muito tempo na memória do eleitorado.
A mudança no formato do auxílio, que deixa de ser em dinheiro para se tornar entrega direta via vale-recarga, não só amplia a rastreabilidade, como destaca o governo, mas também reforça a visibilidade política do programa. Agora há postos credenciados, conferência por cartão da Caixa, validação por CPF, fluxo monitorado.
A portaria que atualiza os preços de referência do GLP, publicada mostra outro ponto, o Planalto não quer ruídos técnicos que prejudiquem a expansão. O cronograma está desenhado para ter continuidade, 2025 como ano de consolidação, 2026 como ano de colheita.

