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Justiça

Sete oficiais da PMDF vão a julgamento no STF por omissão no 8 de janeiro

Primeira Turma analisa, em sessão virtual, a responsabilidade dos oficiais pela falta de ação diante dos riscos já conhecidos

Sete oficiais da PMDF vão a julgamento no STF por omissão no 8 de janeiro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar, a partir desta sexta-feira (28), a responsabilidade de sete ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal pela omissão que teria permitido os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

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O julgamento, em formato virtual, deve seguir até 5 de dezembro, a menos que algum ministro peça vista ou destaque, o que pode adiar a conclusão. As informações do G1.

Segundo a denúncia, os réus ocupavam cargos estratégicos na corporação no dia em que manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Na ação, foram presos o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados que fizeram parte do chamado “núcleo 1”.

Os acusados respondem em liberdade provisória e seguem submetidos a uma série de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de usar redes sociais.

Quem são os réus?

Os julgados são:

  • Fábio Augusto Vieira, então comandante-geral da PMDF;
  • Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante-geral à época;
  • Jorge Eduardo Barreto Naime, coronel;
  • Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, coronel;
  • Marcelo Casimiro Vasconcelos, coronel;
  • Flávio Silvestre de Alencar, major;
  • Rafael Pereira Martins, tenente.

Todos tiveram os passaportes cancelados e estão proibidos de deixar o Distrito Federal. A Justiça também suspendeu registros de porte de arma e determinou que eles se apresentem semanalmente às autoridades.

O que diz a denúncia?

A acusação, feita pela Procuradoria-Geral da República, sustenta que houve omissão deliberada dos então comandantes da PM.

De acordo com os investigadores, os oficiais tinham informações suficientes sobre o risco de ataques e, mesmo assim, não reforçaram o efetivo nem adotaram providências mínimas para impedir a invasão às sedes dos Poderes.

As defesas dos sete réus, conforme noticiado pelo G1, negam que tenha havido omissão ou ato irregular.

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