O dia foi especialmente agitado no Congresso Nacional, justamente no momento em que se esperava votar o PLDO na CMO. Em vez disso, o que se viu foi uma sucessão de impasses, adiamentos e articulações de bastidor que escancararam a dificuldade de fechar um acordo sobre as diretrizes orçamentárias.
Diante do cenário, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), entrou em ação para tentar reorganizar o calendário. Ele pretende se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o relator, Gervásio Maia(PSB-PB), e com líderes partidários para alinhar uma pauta minimamente consensual. Paralelamente, o Planalto também se moveu e marcou uma reunião entre a ministra das relações institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), e parlamentares envolvidos na negociação.
Com isso, a votação da CMO foi empurrada para amanhã (3). A matéria, porém, precisa avançar no Plenário antes do recesso parlamentar. O saldo do dia, portanto, não foi o avanço esperado, mas o retrato de um Congresso em ebulição.

