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Economia

Braskem perto de nova era

A operação, aguardada há meses pelo mercado, destrava uma longa negociação

Braskem perto de nova era

Às vésperas da sanção presidencial do projeto de lei do REIQ–PRESIQ, que redesenha os incentivos fiscais do setor químico e petroquímico, uma das maiores mudanças societárias da indústria está prestes a ser oficializada. A Novonor (ex-Odebrecht) deve assinar na próxima semana o acordo que transfere seu bloco de ações da Braskem para o fundo IG4 Capital, representante dos bancos credores da holding.

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A operação, aguardada há meses pelo mercado, destrava uma longa negociação que envolveu bancos, governo, Petrobras e a própria Novonor — e que ocorre em um momento em que o setor pressionava por um marco regulatório mais claro, agora endereçado pelo REIQ–PRESIQ.

Acordo de acionistas com Petrobras já está desenhado

Depois da transferência, o passo seguinte será a conclusão do acordo de acionistas entre a IG4 e a Petrobras, atual maior acionista individual da Braskem. O texto desse acordo já está estruturado e prevê uma ampliação relevante dos poderes da Petrobras, que passará a deter o controle operacional da petroquímica.

Para executivos próximos das negociações, esse alinhamento permitirá um comando industrial mais estável em um setor que depende de investimentos de longo prazo e previsibilidade regulatória — especialmente em um contexto em que o REIQ–PRESIQ busca induzir novos aportes na cadeia petroquímica.

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