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Política

Consequências domésticas da retirada de Moraes e esposa da Lei Magnitsky

A retirada do ministro da Lei Magnitsky reitera tanto uma vitória ao governo central, quanto uma derrota ao bolsonarismo.

Consequências domésticas da retirada de Moraes e esposa da Lei Magnitsky

O anúncio do governo dos Estados Unidos de que retirou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky, representa uma vitória política para o governo Lula (PT) e a diplomacia brasileira ao mesmo tempo em que significa uma derrota para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o bolsonarismo.

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Vitórias do Governo Federal

Lula, que havia conquistado vitórias importantes na negociação com Trump como, por exemplo, a retirada do tarifaço sobre produtos brasileiros, celebra uma nova vitória com o fim da aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes e sua esposa.

Mesmo que esse evento não signifique um aumento na popularidade de Lula nas pesquisas, o presidente consegue derrotar a narrativa construída pelo bolsonarismo desde a aplicação do tarifaço contra o Brasil. A partir de agora, o bolsonarismo também terá dificuldades para explorar sua retórica contra o STF, que tende a ficar restrita à base social mais radical do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desgaste do bolsonarismo

O desgate do bolsonarismo poderá respingar na pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. Como consequência, poderá aumentar a pressão do centrão sobre o bolsonarismo por uma alternativa anti-Lula mais moderada e que consiga unir a centro-direita em 2026.

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