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Geopolítica

Flávio Bolsonaro diz não saber se ligação com Trump ajudaria candidatura

Senador analisa cenário externo e rebate críticas de aliados

Flávio Bolsonaro diz não saber se ligação com Trump ajudaria candidatura

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não tem certeza se a associação direta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seria vantajosa em uma eventual campanha presidencial. A avaliação foi feita após a confirmação de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deixou a lista de autoridades sancionadas com base na Lei Magnitsky.

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De acordo com O Globo, a declaração ocorre em um momento de repercussão negativa entre apoiadores do bolsonarismo, que reagiram à retirada do nome do ministro com críticas nas redes sociais. Para esse grupo, a decisão americana frustrou expectativas de pressão internacional sobre o Judiciário brasileiro.

Em entrevista ao canal LeoDias TV, Flávio rejeitou a ideia de que o episódio represente perda de força política de sua família. Ele também defendeu a atuação do irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos desde fevereiro. Segundo o senador, a decisão do governo americano não tem relação com articulações eleitorais no Brasil nem com sua possível candidatura.

“As sanções que foram impostas ao Brasil e a Lei Magnitsky não foram manipulação do Eduardo. As empresas e os cidadãos americanos perseguidos pelo Moraes sempre foram os interesses do Trump. Acreditar que o Eduardo manipula o Trump, isso não dá. Não tem nada a ver com a minha candidatura. Nem sei se é bom ter Trump colado com a minha imagem”, declarou Flávio.

Contexto da decisão

O anúncio da retirada do nome de Alexandre de Moraes da lista foi divulgado pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, sem explicitar as razões da medida. O gesto ocorreu em meio a sinais de redução de tensão diplomática entre o governo Donald Trump e a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Moraes havia sido incluído na lista em julho, na mesma data em que Trump oficializou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. À época, o governo americano apontou a atuação do ministro no processo que investigou a tentativa de golpe de Estado como justificativa para a sanção.

Essa ação penal resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. Aliados do ex-presidente chegaram a afirmar que o magistrado conduzia uma perseguição política, argumento que foi rebatido pelo STF.

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