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Justiça

Fachin projeta definição de Código de Conduta no STF para 2026

A proposta segue em debate interno, sem consenso, e depende de negociações entre ministros e outros órgãos do Judiciário

Fachin estende regra provisória e leva tema novamente ao Supremo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, indicou que a criação de um Código de Conduta para o STF não deve avançar antes de 2026. O tema vem sendo discutido com frequência entre os ministros, mas ainda não há acordo sobre o conteúdo das regras, o que adia qualquer decisão formal.

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A sinalização foi feita durante o encerramento do ano do Judiciário, pouco antes do início do recesso. Na ocasião, Fachin destacou que o processo precisa ser construído com diálogo entre os integrantes da Corte. “O diálogo será o compasso desse debate”, afirmou. No mesmo discurso, acrescentou: “Para 2026, creio termos um encontro marcado com alguns temas relevantes, dentre eles: diretrizes e normas de conduta para os tribunais superiores, a magistratura em todas as instâncias e no Supremo Tribunal Federal”.

Segundo a CNN Brasil, o presidente do STF tem mantido conversas reservadas com ministros em atividade e também com integrantes já aposentados da Corte, na tentativa de formular um texto que consiga reunir apoio suficiente para avançar internamente.

Articulação dentro e fora do Supremo

Desde o início da atual gestão, em outubro, Fachin também levou o assunto a presidentes de outros tribunais superiores. A receptividade, nesse primeiro momento, foi positiva. A proposta em discussão prevê que o eventual código não se restrinja ao STF, mas sirva como referência para toda a magistratura brasileira.

Além do Supremo, a intenção é submeter o texto ao Conselho Nacional de Justiça. A avaliação interna é de que a análise no CNJ pode ocorrer de forma mais célere, já que há maior convergência entre os conselheiros sobre a necessidade de diretrizes desse tipo.

Mesmo assim, uma aprovação no Conselho não seria suficiente para impor as normas ao STF. O Supremo não está subordinado ao CNJ, o que torna indispensável uma deliberação específica em sessão administrativa da própria Corte, etapa considerada mais demorada.

Modelos internacionais e limites da proposta

O texto em elaboração toma como referência experiências internacionais. Um dos principais exemplos é o código adotado pela Suprema Corte da Alemanha, além de normas semelhantes em vigor nos Estados Unidos, no Canadá e na Inglaterra, adaptadas ao contexto brasileiro.

A proposta não prevê punições formais. O objetivo central é estabelecer parâmetros de comportamento, decoro e postura institucional para ministros e magistrados, funcionando como um guia de conduta, e não como um regime disciplinar.

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