O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vieira de Mello Filho, marcou para 2 de janeiro de 2026 duas audiências de conciliação entre Petrobras, Transpetro e sindicatos de petroleiros. As reuniões serão feitas para tentar encerrar definitivamente a greve iniciada pela categoria em 15 de dezembro.
A primeira conversa será às 9h30, com a Transpetro, e a segunda, com a Petrobras, começará às 14h. As reuniões ocorrerão no TST. Caso não haja acordo, uma sessão extraordinária será feita 6 de janeiro, às 13h30, para os ministros do tribunal julgarem os dissídios coletivos.
A greve foi parcialmente suspensa no dia 26, porque 13 dos 14 sindicatos ligados a Federação Única dos Petroleiros (FUP) aceitaram o acordo discutido durante a greve — apenas o Sindicato do Norte Fluminense rejeitou a proposta.
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) também rejeitou totalmente os acordos propostos por Petrobras e Transpetro, que prevê reajustes salariais e de vale-alimentação, além da oferta de melhores condições de trabalho.
80% do efetivo
A indefinição entre Petrobras e petroleiros fez com que a companhia e a Transpetro solicitassem ao TST uma ordem para manter um efetivo mínimo de petroleiros nas funções. No sábado (27), ministro Vieira de Mello Filho determinou que 80% dos trabalhadores continuassem trabalhando.
A ação foi movida contra: Federação Única dos Petroleiros do Norte Fluminense; Federação Nacional dos Petroleiros; Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Próprias e Contratadas na Indústria e no Transporte de Petróleo, Gás, Matérias-Primas, Derivados, Petroquímicas e Afins, Energias de Biomassas e Outros Renováveis e Combustíveis Alternativos no Estado do Rio de Janeiro; Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo dos Estados do Pará, Amazonas, Maranhão e Amapá; Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Extração do Petróleo nos Estados de Alagoas e Sergipe; e Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista.

