Em 2025, o Brasil comprou 44,96 milhões de toneladas de fertilizantes do exterior. As importações do produto representam um novo recorde de compras, com aumento de 2,9% em comparação com o ano anterior.
O levantamento da consultoria StoneX identificou que o volume de fertilizantes importados foi influenciado pelos preços elevados do produto, o que levou produtores rurais a manterem as compras, mas adotando uma estratégia diferente. Para isso, passaram a adquirir fertilizantes com menor concentração de nutrientes.
O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, afirma que a substituição por produtos mais baratos exige a compra de maiores quantidades para garantir o suprimento adequado de nutrientes às lavouras.
Fertilizantes com menos concentração
Atualmente, cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo informações da CNN. Entre os produtos de menor concentração adquiridos estão o sulfato de amônio e o superfosfato simples. Eles deram lugar a produtos mais concentrados, como a ureia e o fosfato monoamônico (MAP).
As substituições resultaram na queda de 7% das importações da ureia, enquanto o sulfato de amônio registrou aumento de quase 28%. Já as importações de superfosfato simples apresentaram crescimento de 22%.
Segundo especialistas, embora ajude nos preços, a compra de fertilizantes em maior quantidade pode não ser tão vantajosa, pois dificulta o transporte, a armazenagem e logística do produto, o que impacta o preço final das commodities agrícolas.

