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Justiça

Caso Master: PF investiga se influenciadores podem ter sido pagos para limpar a ficha do banco

Segundo a Polícia Federal, os criadores teriam a missão de promover conteúdos de críticas ao Banco Central

Caso Master: PF investiga se influenciadores podem ter sido pagos para limpar a ficha do banco

Influenciadores digitais serão investigados pela Polícia Federal após aparecer casos de que foram procurados para criar conteúdos críticos ao Banco Central (BC). Segundo informações do G1, a suspeita surgiu após a liquidação do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, que aconteceu em novembro de 2025.

BC tomou a decisão logo depois que a Polícia Federal fez uma operação contra Vorcaro e outros diretores do Master, que são suspeitos de fraudes financeiras. Nesta semana, a Justiça começou a ouvir os depoimentos dos investigados.

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Detalhes do processo

A autorização para a abertura do inquérito partiu do relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli.

A PF já havia feito uma análise das publicações feitas nas redes sociais e encontrou indícios de possíveis crimes. Depois, a PF pediu ao STF permissão para aprofundar as investigações. O objetivo é entender se houve uma ação planejada para atacar a credibilidade do Banco Central.

O blog da Andréia Sadi, no g1, revela que produtores de conteúdo receberam propostas para fazer vídeos e posts dizendo que a liquidação do banco teria sido feita às pressas, tentando espalhar essa mensagem de forma combinada entre os influenciadores.

Como o caso veio a tona?

A repercussão aconteceu após dois influenciadores, Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, contarem que receberam propostas para publicar mensagens elogiando o Banco Master em suas redes.

Eles não foram os únicos: outros criadores disseram ao g1 que também foram abordados em dezembro para participar de um tipo de campanha que duraria três meses, com até oito posts por mês.

No mesmo período, a GloboNews notou que outros influenciadores estavam publicando conteúdos parecidos.

Somando os números de seguidores desses perfis, resulta em mais de 36 milhões de pessoas, apenas no Instagram. A Polícia Federal tenta descobrir se houve pagamento envolvido e se essas publicações foram combinadas entre os influenciadores.

A investigação também busca entender se existiu um esforço coordenado para colocar em dúvida as decisões do Banco Central. Se for o caso, descobrir quem pode ter cometido algum crime por espalhar essas mensagens.

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