De acordo com o portal do Senado Federal, Ronaldo Ramos Caiado nasceu em Anápolis (GO), em 25 de setembro de 1949. É casado com Gracinha Caiado e pai de quatro filhos: Anna Vitória, Ronaldo Filho, Maria e Marcela.
Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) entre 1968 e 1974. Fez residência médica no Hospital Miguel Couto e concluiu mestrado também na UFRJ.
No fim da década de 1970, seguiu para a França, onde realizou estágios e especialização em cirurgia ortopédica e de coluna vertebral na Faculté de Médecine Pitié-Salpêtrière, em Paris, e em serviços médicos de Montpellier.
Antes da política, atuou como médico, professor universitário auxiliar na UFRJ e produtor rural em Goiás, mantendo vínculo com associações de criadores de gado nelore e zebu e entidades agropecuárias do estado.
Liderança ruralista e criação da UDR
Como informado pelo portal Ronaldo Caiado, em 1987, participou da fundação da União Democrática Ruralista (UDR), organização criada para representar produtores rurais em meio a debates sobre reforma agrária e direito de propriedade no país.
Tornou-se presidente nacional da entidade no período de 1987 a 1989. A atuação na UDR projetou seu nome nacionalmente no fim dos anos 1980, em meio a mobilizações de produtores em Brasília e debates públicos sobre políticas agrárias.
Primeiros passos eleitorais
Como divulgado pela Câmara dos Deputados, a estreia eleitoral ocorreu em 1989, quando disputou a Presidência da República. Anos depois, foi eleito deputado federal por Goiás. Cumpriu cinco mandatos na Câmara: 1991-1995, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011 e 2011-2015.
Nesse período, integrou e presidiu comissões permanentes como a de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, além de participar das comissões de Saúde, Fiscalização Financeira e Controle, Constituição e Justiça, Segurança Pública, Educação, Cultura, Viação e Transportes e Relações Exteriores.
Também exerceu funções de liderança partidária, como líder do Democratas (DEM), líder da minoria no Congresso e vice-lideranças em blocos partidários.
Participou de comissões especiais sobre reforma política, financiamento da saúde pública, irrigação, carreira médica de Estado, sistema distrital misto e aplicação de recursos de royalties.
Atuou ainda em CPIs e frentes parlamentares ligadas à agropecuária, saúde, biocombustíveis, infraestrutura e cooperativismo.
Produção intelectual e presença em debates públicos
Além da atuação parlamentar, publicou artigos em veículos como O Globo, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasília, abordando temas como pobreza, política agrária, vacinação e políticas públicas.
Também publicou trabalho acadêmico na França, ainda na década de 1970, sobre técnica cirúrgica para tratamento de problemas cervicais.
Em 2014, foi eleito senador por Goiás com 47,57% dos votos, exercendo o mandato de 2015 a 2023.
No Senado, apresentou e assinou requerimentos para que projetos de lei fossem analisados em plenário, solicitou convocações de ministros de Estado para prestar esclarecimentos em comissões e participou de debates sobre segurança pública, política externa e transparência fiscal.
Registros da Casa mostram sua participação em proposições relacionadas à defesa do direito de propriedade, relações internacionais, fiscalização do Executivo, políticas de saúde e direitos de pessoas com doenças raras.
Também integrou missões oficiais, como a Comissão Parlamentar Externa sobre a Venezuela e eventos acadêmicos internacionais.
Eleições e governo de Goiás
Em 2018, foi eleito governador de Goiás no primeiro turno. Em 2022, repetiu o resultado e tornou-se o primeiro chefe do Executivo goiano eleito e reeleito em primeiro turno.
A transição da atuação legislativa para o comando do Executivo estadual marcou uma nova fase da carreira política, após mais de duas décadas no Congresso Nacional.
Dados administrativos indicam que, durante o mandato como senador, não utilizou auxílio-moradia nem imóvel funcional. Registros também apontam valores reduzidos de despesas com cotas parlamentares e gastos administrativos.
O sistema de prestação de contas da Casa mostra ainda a inexistência de registros de uso de passagens, diárias ou contratação de serviços de apoio no período listado.
Reportagem investigativa que menciona seu nome
O portal Agência Pública, em 2023, publicou uma reportagem sobre investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de Goiás envolvendo uma série de homicídios atribuídos a policiais militares.
O texto menciona que uma das vítimas, Fábio Alves Escobar Cavalcante, havia atuado como coordenador municipal da campanha eleitoral de Caiado em Anápolis, em 2018.
Após a eleição, Escobar passou a fazer críticas públicas ao governo estadual e denunciou supostas irregularidades locais antes de ser morto em 2021.
A reportagem descreve que, segundo as investigações, houve uma sequência de crimes que teria relação com a tentativa de ocultar provas do homicídio inicial. Até a data da publicação, não havia definição pública sobre quem teria ordenado o crime.
Caiado atualmente
Como divulgado pelo O Brasilianista, Ronaldo Caiado oficializou sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) em um movimento que reposiciona o partido no tabuleiro nacional.
O anúncio foi feito em vídeo ao lado dos governadores Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), ambos já citados como possíveis nomes para a disputa presidencial de 2026.
No registro, Caiado defendeu unidade e afirmou que apoiará o nome escolhido por consenso, enquanto os colegas reforçaram o discurso de convergência e construção coletiva.
A mudança ocorre após sua saída do União Brasil, legenda que, nos bastidores, avalia priorizar alianças em vez de candidatura própria.

