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Economia

Indústrias estão migrando para o interior dos estados; entenda os motivos

Regiões metropolitanas e grandes cidades apresentam fortes cenários de desindustrialização

Indústrias estão migrando para o interior dos estados; entenda os motivos

Um fenômeno vem sendo observado na indústria brasileira que reajusta a forma como os produtos são feitos no país. De acordo com a BBC, dois terços dos empregos no setor faziam parte das capitais e regiões metropolitanas em 1985.

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Já em 2022, cerca de quatro décadas depois, mais da metade das vagas dentro da indústria brasileira (54,4%) está no interior dessas regiões.

Durante os últimos quarenta anos, essa mudança vem ocorrendo de forma gradual, em especial a partir de 2014.

Agora, estados com maior número de empregos na indústria da transformação também lideram esses números em municípios afastados das metrópoles. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia são alguns dos que registraram esse movimento em massa.

Um estudo publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP) indica, no entanto, que Santa Catarina e Paraná, por exemplo, não acompanharam esses efeitos.

Apesar de uma produção industrial em crescimento no Centro-Oeste, puxado pelo agronegócio, as três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis por 70% da desindustrialização que assolou o Brasil nas últimas décadas.

Por que isso acontece?

Ainda de acordo com a BBC, o fenômeno possui diversos fatores. No entanto, ele pode ser explicado em boa parte por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas.

Funciona assim: se as empresas em grandes polos permanecem nas metrópoles, os custos operacionais das empresas criam diversas desvantagens.

É neste cenário que surge a “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas do Brasil. Dessa forma, é possível criar grandes produções contanto com os benefícios de estar em áreas menos ocupadas.

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