Publicidade
Justiça

Denúncias contra Marco Buzzi travam primeira sessão de 2026 no STJ

Crise interna ganhou força, afetou o funcionamento do tribunal e expôs tensão entre ministros

Denúncias contra Marco Buzzi travam primeira sessão de 2026 no STJ

A abertura do ano judiciário no Superior Tribunal de Justiça foi marcada por um clima de impasse e desconforto. A Corte Especial não conseguiu iniciar seus trabalhos no horário previsto após a repercussão de acusações graves envolvendo o ministro Marco Buzzi, o que acabou afetando diretamente a rotina do colegiado.

Publicidade

A reunião estava agendada para o início da tarde, mas o plenário permaneceu praticamente vazio por um longo período. Ministros presentes evitaram conversas abertas e optaram por trocas reservadas, enquanto o assunto dominava os comentários internos e já havia alcançado ampla visibilidade fora do tribunal. A informação foi divulgada pelo BNews.

Sessão atrasada e justificativa oficial

O início efetivo dos trabalhos ocorreu apenas no fim da tarde, quase uma hora depois do previsto. Ao assumir a condução da sessão, o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, apresentou um pedido público de desculpas pelo atraso. Segundo ele, a espera foi necessária para “garantir o quórum”, enquanto se aguardava a chegada de todos os integrantes da Corte Especial.

Apesar da explicação formal, o ambiente interno indicava outra razão para a demora. O colegiado é formado pelos ministros mais antigos da casa, e a ausência inicial de parte deles evidenciou a dificuldade de avançar com a pauta diante da crise instalada.

Antes da entrada em plenário, o presidente do tribunal foi chamado para uma conversa reservada com outros ministros. Nesse encontro, houve cobrança por uma definição sobre a situação de Marco Buzzi e os próximos passos da Corte diante das denúncias. Nos bastidores, o episódio foi descrito como uma tentativa de alinhar posições antes da retomada oficial dos trabalhos.

Siga O Brasilianista